Agro brasileiro é defendido pela CNA em audiência nos EUA
CNA defende agro brasileiro nos EUA, rebate acusações de comércio desleal e reforça sustentabilidade do setor
Por: Redação RuralNews
CNA apresenta defesa formal
A audiência fez parte da Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, que autoriza investigações sobre práticas consideradas discriminatórias e permite sanções unilaterais. Para comprovar a legalidade do setor, a CNA já havia protocolado, em 15 de agosto, uma manifestação técnica. O documento abordou três pontos levantados pelos americanos: tarifas preferenciais, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.
CNA defende agro brasileiro e sustentabilidade em audiência nos EUA. Foto: CNA / Divulgação
Além da defesa escrita, a entidade participou presencialmente da audiência. Durante sua fala, a diretora de Relações Internacionais da CNA, Sueme Mori, reforçou que o crescimento do agro brasileiro ocorreu de forma sustentável, cumprindo integralmente as normas do comércio internacional. Assim, o setor mantém sua credibilidade no mercado global.
Sustentabilidade e competitividade
De acordo com Sueme, a competitividade do agro brasileiro resulta de recursos naturais e investimentos em tecnologia, e não de práticas desleais. Além disso, ela destacou que apenas 5,5% das exportações agropecuárias do Brasil recebem tarifas preferenciais, enquanto mais de 90% das importações seguem o princípio da Nação Mais Favorecida, garantindo igualdade aos produtos americanos.
No setor de etanol, a CNA ressaltou que o Brasil importou dos Estados Unidos, em 2024, 17 vezes mais do que da Índia. Por outro lado, o México não registrou exportações relevantes.
Na área ambiental, Sueme Mori lembrou que o Brasil possui um dos marcos regulatórios mais rigorosos do mundo. Atualmente, 66% do território nacional permanece coberto por vegetação nativa, sendo metade dentro de propriedades privadas, preservada pelos próprios produtores rurais. Assim, o país cumpre com responsabilidade seus compromissos ambientais.
Relação estratégica com os EUA
A CNA também destacou a relevância da parceria comercial entre Brasil e Estados Unidos. Atualmente, o mercado americano é o terceiro maior destino das exportações agropecuárias brasileiras. Ao mesmo tempo, o Brasil importa insumos, sementes e máquinas agrícolas dos EUA, que somaram mais de US$ 1,1 bilhão em 2024.
Segundo Sueme, essa cooperação fortalece a inovação, gera empregos e impulsiona a sustentabilidade. Por isso, ela concluiu que uma relação comercial baseada em evidências, integridade e objetivos comuns é essencial para enfrentar os desafios globais da agricultura e da segurança alimentar.
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Texto publicado originalmente em Notícias
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