Internacional 25-02-2026 | 15:54:00

CNA prioriza abertura de mercados e defesa comercial na agenda internacional de 2026

Núcleo de Relações Internacionais debate acordo Mercosul-UE, tarifas e ações do agroBR com federações estaduais

Por: Redação RuralNews

O vice-presidente da entidade, Gedeão Pereira, abriu o encontro destacando a importância da inserção internacional para o crescimento do setor e a ampliação da participação de pequenos produtores no comércio exterior.
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“O mercado internacional não gera resultados imediatos, mas depende de oferta consistente. Além disso, é fundamental haver conhecimento mútuo entre as partes, com comunicação direta entre vendedor e comprador, fortalecendo a confiança”, afirmou.
Reunião do Núcleo de Relações Internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil debate prioridades da agenda internacional do agro para 2026. Foto: CNA / Divulgação


A diretora-adjunta de Relações Internacionais, Fernanda Carneiro, conduziu as discussões e ressaltou a importância do alinhamento entre CNA e federações nas pautas internacionais.

Promoção comercial e feiras estratégicas



O coordenador de Promoção Comercial, Rodrigo da Matta, apresentou as ações previstas no âmbito do programa agroBR, voltadas à ampliação da visibilidade dos produtos brasileiros no exterior.

Entre os eventos programados estão a Fruit Attraction Brasil, a SIAL Canada, a SIAL China, a Fruit Attraction Madrid e a WorldFood Istanbul. Também estão previstas rodadas de negócios em cadeias como chocolate, cacau, mel e café.

Acordos e defesa de interesses



O coordenador de Inteligência Comercial e Defesa de Interesses, Felipe Spaniol, destacou que o Acordo Mercosul-União Europeia deve permanecer no centro das discussões ao longo do ano. A CNA acompanha as tratativas para implementação do acordo, que está em debate no Congresso Nacional.

O Núcleo também analisou as relações comerciais do Brasil com países como Índia, Irã e Coreia do Sul, que pode anunciar a abertura de mercado para o ovo brasileiro.

Outro ponto abordado foi a decisão da China de estabelecer, em janeiro, um sistema de cotas e tarifas para importação de carne bovina de seus principais fornecedores. Para 2026, a cota destinada ao Brasil é de aproximadamente 1,106 milhão de toneladas.

Segundo a CNA, o monitoramento dessas medidas e a atuação técnica junto ao governo federal serão fundamentais para garantir previsibilidade e competitividade ao agro brasileiro no cenário internacional.

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CNA - Abertura de mercados - Defesa Comercial - Agenda Internacional - Mercosul-UE - Tarifas - AgroBR


Texto publicado originalmente em Destaques
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