Meio Ambiente 26-01-2025 | 15:16:00

Em Davos, agricultura regenerativa é apontada como ferramenta contra a pobreza e mudanças climáticas

O ex vice-presidente americano Al Gore apontou a necessidade de uma abordagem simultânea entre questões climáticas, desenvolvimento e classe média durante o Encontro Anual do Fórum Econômico Mundial, na Suíça

Por: Redação RuralNews

Na mesma sessão, o ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore disse concordar com Tomazoni sobre a necessidade de investir na agricultura. Gore afirmou que novos avanços na medição e teste do sequestro de carbono através da agricultura regenerativa permitem usar muitas abordagens para enfrentar as mudanças climáticas.
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“Se compensássemos os agricultores com base nisso, isso os ajudaria a superar o período de transição de dois a três anos [necessário para um novo modelo de produção]. Os agricultores querem isso porque os eventos climáticos extremos estão tornando suas fazendas mais vulneráveis à erosão hídrica e eólica”, afirmou.
Gore destacou os novos avanços na medição e teste do sequestro de carbono


Tomazoni mencionou os dados do Ifad (Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola), da ONU, que apontam que somente 4% do investimento em mudanças climáticas vai para os sistemas alimentares, sendo que os pequenos agricultores recebem apenas 1%. Nesse cenário, 67% das pessoas em situação de pobreza vivem em regiões rurais.

“Se apoiarmos a agricultura, podemos tirar milhões de pessoas da pobreza e, ao mesmo tempo, impulsionar o desenvolvimento econômico e avançar no enfrentamento do desafio climático”, afirmou.Na JBS, 60% dos fornecedores são pequenos agricultores. Nessa situação, Tomazoni relatou o foco da Companhia em atuar pelo apoio financeiro e tecnológico para a agricultura regenerativa.

“Os pequenos produtores precisam de apoio, não apenas financeiro, mas também assistência técnica sobre como fazer isso. Precisamos fazer isso, porque eles são uma grande força para a transformação”, disse.

A sessão foi mediada pela âncora da Bloomberg em Cingapura Haslinda Amin e contou ainda com a participação de Dani Rodrik, professor na Harvard Kennedy School, e Teresa Ribera, vice-presidente da Comissão Europeia.

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Texto publicado originalmente em Notícias
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