Exportação de lácteos ganha plano de incentivo no Sul
Aliança Láctea Sul Brasileira apresenta estratégia para ampliar competitividade, reduzir importações e fortalecer o mercado externo até 2030
Por: Francieli Galo
A proposta busca estruturar a capacidade exportadora, ampliar a inserção internacional e reduzir a vulnerabilidade da cadeia às oscilações do mercado interno. O fórum reúne representantes do setor produtivo e do poder público com foco na harmonização do ambiente produtivo, industrial e comercial.
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Atualmente, a exportação de lácteos representa apenas 0,34% da produção nacional. Ao mesmo tempo, cerca de 8% do leite consumido no Brasil é importado de países do Mercosul, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O cenário evidencia forte dependência do mercado doméstico. Por isso, o plano aposta na diversificação de destinos como forma de reduzir a pressão sobre preços e margens em períodos de desequilíbrio entre oferta e demanda.
O presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, afirmou que a meta é impulsionar o fluxo externo de forma coordenada e estratégica. A intenção é estruturar, ampliar e consolidar a capacidade exportadora da cadeia láctea do Sul até 2030.
Hoje, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul respondem por 43% da produção nacional de leite. Para a ALSB, transformar a região em polo exportador pode aliviar a pressão sobre o mercado interno.
A estratégia para ampliar a exportação de lácteos inclui a superação de dez gargalos estruturais. Entre eles, estão a escala limitada das propriedades, a baixa eficiência produtiva e a qualidade do leite.
Também pesam fatores como volatilidade de preços, pouca coordenação entre os elos da cadeia e rendimento industrial em sólidos. Problemas sanitários, como brucelose e tuberculose, entram na lista de desafios.
Além disso, a infraestrutura rural ainda limita a competitividade. Deficiências em energia, conectividade e estradas elevam custos logísticos e reduzem eficiência.
O plano prevê a formação de polos produtivos, estímulo à integração vertical da cadeia e oferta de linhas de crédito com condições diferenciadas. A proposta também inclui incentivos fiscais para aquisição de equipamentos e mecanismos de equalização em momentos de desalinhamento entre preços internos e internacionais.
Para representantes da Aliança, alinhar o custo do leite brasileiro aos padrões internacionais é condição essencial para consolidar a exportação de lácteos e reduzir a vulnerabilidade às importações.
Com isso, o setor busca romper a dependência exclusiva do mercado doméstico e abrir espaço para atuação mais consistente no comércio global.
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Texto publicado originalmente em Destaques
Atualmente, a exportação de lácteos representa apenas 0,34% da produção nacional. Ao mesmo tempo, cerca de 8% do leite consumido no Brasil é importado de países do Mercosul, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Região Sul apresenta plano para ampliar exportação de lácteos e reduzir dependência do mercado interno. Foto: Sistema FAEP / Divulgação
O cenário evidencia forte dependência do mercado doméstico. Por isso, o plano aposta na diversificação de destinos como forma de reduzir a pressão sobre preços e margens em períodos de desequilíbrio entre oferta e demanda.
O presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, afirmou que a meta é impulsionar o fluxo externo de forma coordenada e estratégica. A intenção é estruturar, ampliar e consolidar a capacidade exportadora da cadeia láctea do Sul até 2030.
Hoje, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul respondem por 43% da produção nacional de leite. Para a ALSB, transformar a região em polo exportador pode aliviar a pressão sobre o mercado interno.
Gargalos limitam competitividade
A estratégia para ampliar a exportação de lácteos inclui a superação de dez gargalos estruturais. Entre eles, estão a escala limitada das propriedades, a baixa eficiência produtiva e a qualidade do leite.
Também pesam fatores como volatilidade de preços, pouca coordenação entre os elos da cadeia e rendimento industrial em sólidos. Problemas sanitários, como brucelose e tuberculose, entram na lista de desafios.
Além disso, a infraestrutura rural ainda limita a competitividade. Deficiências em energia, conectividade e estradas elevam custos logísticos e reduzem eficiência.
O plano prevê a formação de polos produtivos, estímulo à integração vertical da cadeia e oferta de linhas de crédito com condições diferenciadas. A proposta também inclui incentivos fiscais para aquisição de equipamentos e mecanismos de equalização em momentos de desalinhamento entre preços internos e internacionais.
Para representantes da Aliança, alinhar o custo do leite brasileiro aos padrões internacionais é condição essencial para consolidar a exportação de lácteos e reduzir a vulnerabilidade às importações.
Com isso, o setor busca romper a dependência exclusiva do mercado doméstico e abrir espaço para atuação mais consistente no comércio global.
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Exportação - Lácteos - Incentivo
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