Mapa destaca inovação e produtividade sustentável em conferência da FAO
Secretário-executivo adjunto do Mapa apresentou políticas brasileiras de inovação, crédito rural e agricultura de baixo carbono na América Latina e Caribe
Por: Francieli Galo
Durante a mesa redonda “Redução das lacunas de produtividade na América Latina e no Caribe: caminhos para um crescimento agrícola eficiente, inclusivo, sustentável e resiliente por meio da ciência e da inovação”, Soares destacou a evolução da agricultura brasileira nas últimas décadas. Segundo ele, em cerca de 50 anos o Brasil deixou de ser importador de alimentos para se tornar o terceiro maior exportador agrícola do mundo.
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O secretário ressaltou que, entre 2010 e 2020, a produção agrícola brasileira cresceu quase 70%, enquanto a área cultivada aumentou menos de 40%. Esse avanço, segundo ele, está ligado a três pilares principais: integração de políticas públicas, investimento em pesquisa e inovação para a agricultura tropical e oferta de crédito rural acessível aos produtores.
Entre os exemplos citados está a criação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), considerada fundamental para o desenvolvimento de tecnologias adaptadas aos biomas brasileiros. No campo do financiamento, Soares destacou o Plano Safra, principal instrumento de política agrícola do país.
Para o ciclo 2025/2026, o Plano Safra disponibiliza R$ 516,2 bilhões para médios e grandes produtores, voltados a custeio, investimento e comercialização. Dentro desse montante, o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) conta com R$ 69,1 bilhões. Já para a agricultura familiar, o Plano Safra prevê R$ 89 bilhões, sendo R$ 78,2 bilhões por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
Ao abordar as estratégias de adaptação e mitigação das mudanças climáticas, o secretário destacou que a adoção de tecnologias adaptadas aos trópicos foi decisiva para o avanço da produção brasileira. Segundo ele, a agricultura tropical desenvolvida no país permitiu ganhos de eficiência e sustentabilidade.
Nesse contexto, Soares também citou o Plano ABC+, voltado à agricultura de baixo carbono. Na primeira fase do programa, entre 2010 e 2020, práticas conservacionistas foram implementadas em mais de 50 milhões de hectares, com mitigação de cerca de 170 milhões de toneladas de CO₂ equivalente. Até 2030, a meta é ampliar essas tecnologias para mais 73 milhões de hectares.
Outro destaque apresentado foi o Plano Nacional de Bioinsumos, que busca ampliar o uso de produtos e tecnologias de origem biológica na produção agropecuária. A iniciativa incentiva inovação, fortalece biofábricas, estimula capacitação técnica e reduz a dependência de insumos importados.
Segundo o secretário, na cultura da soja mais de 85% dos produtores já utilizam a fixação biológica de nitrogênio, técnica aplicada em mais de 45 milhões de hectares. Em 2025, o Brasil registrou 139 novos insumos biológicos, o maior número recente de registros, evidenciando a expansão desse mercado.
Durante o painel, Soares também mencionou o programa Caminho Verde, que pretende recuperar até 40 milhões de hectares de pastagens degradadas ao longo de dez anos, transformando essas áreas em sistemas produtivos sustentáveis sem necessidade de novos desmatamentos.
Ao encerrar sua participação, o secretário destacou a importância da agricultura para a economia brasileira. Segundo ele, o setor representa cerca de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do país e gera aproximadamente 18 milhões de empregos. No último ano, a agropecuária registrou crescimento próximo de 12%.
A reunião ministerial da conferência teve como objetivo promover o diálogo entre países da região sobre desafios e oportunidades para aumentar a produtividade agrícola de forma sustentável, além de fortalecer a cooperação em ciência, tecnologia e inovação na América Latina e no Caribe.
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Texto publicado originalmente em Destaques
O secretário ressaltou que, entre 2010 e 2020, a produção agrícola brasileira cresceu quase 70%, enquanto a área cultivada aumentou menos de 40%. Esse avanço, segundo ele, está ligado a três pilares principais: integração de políticas públicas, investimento em pesquisa e inovação para a agricultura tropical e oferta de crédito rural acessível aos produtores.
Representante do Mapa apresenta políticas brasileiras de inovação e agricultura sustentável em conferência da FAO. Foto: Percio Campos / Mapa
Entre os exemplos citados está a criação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), considerada fundamental para o desenvolvimento de tecnologias adaptadas aos biomas brasileiros. No campo do financiamento, Soares destacou o Plano Safra, principal instrumento de política agrícola do país.
Para o ciclo 2025/2026, o Plano Safra disponibiliza R$ 516,2 bilhões para médios e grandes produtores, voltados a custeio, investimento e comercialização. Dentro desse montante, o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) conta com R$ 69,1 bilhões. Já para a agricultura familiar, o Plano Safra prevê R$ 89 bilhões, sendo R$ 78,2 bilhões por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
Ao abordar as estratégias de adaptação e mitigação das mudanças climáticas, o secretário destacou que a adoção de tecnologias adaptadas aos trópicos foi decisiva para o avanço da produção brasileira. Segundo ele, a agricultura tropical desenvolvida no país permitiu ganhos de eficiência e sustentabilidade.
Nesse contexto, Soares também citou o Plano ABC+, voltado à agricultura de baixo carbono. Na primeira fase do programa, entre 2010 e 2020, práticas conservacionistas foram implementadas em mais de 50 milhões de hectares, com mitigação de cerca de 170 milhões de toneladas de CO₂ equivalente. Até 2030, a meta é ampliar essas tecnologias para mais 73 milhões de hectares.
Outro destaque apresentado foi o Plano Nacional de Bioinsumos, que busca ampliar o uso de produtos e tecnologias de origem biológica na produção agropecuária. A iniciativa incentiva inovação, fortalece biofábricas, estimula capacitação técnica e reduz a dependência de insumos importados.
Segundo o secretário, na cultura da soja mais de 85% dos produtores já utilizam a fixação biológica de nitrogênio, técnica aplicada em mais de 45 milhões de hectares. Em 2025, o Brasil registrou 139 novos insumos biológicos, o maior número recente de registros, evidenciando a expansão desse mercado.
Durante o painel, Soares também mencionou o programa Caminho Verde, que pretende recuperar até 40 milhões de hectares de pastagens degradadas ao longo de dez anos, transformando essas áreas em sistemas produtivos sustentáveis sem necessidade de novos desmatamentos.
Ao encerrar sua participação, o secretário destacou a importância da agricultura para a economia brasileira. Segundo ele, o setor representa cerca de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do país e gera aproximadamente 18 milhões de empregos. No último ano, a agropecuária registrou crescimento próximo de 12%.
A reunião ministerial da conferência teve como objetivo promover o diálogo entre países da região sobre desafios e oportunidades para aumentar a produtividade agrícola de forma sustentável, além de fortalecer a cooperação em ciência, tecnologia e inovação na América Latina e no Caribe.
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Mapa - Inovação - Produtividade
- Sustentabilidade
- Políticas - Crédito rural -
Texto publicado originalmente em Destaques
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