Milho 04-03-2026 | 11:01:00

Milho recua em Chicago e mercado busca acomodação

Cotações operam em baixa na CBOT, enquanto mercado brasileiro segue lento e atento à guerra no Oriente Médio

Por: Camilo Motter

Na sessão anterior, o milho registrou ganhos mínimos. Agora, o mercado tenta se acomodar após as recentes turbulências internacionais.
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Na B3, antiga B3, o contrato março é cotado a R$ 72,00, abaixo do fechamento anterior de R$ 72,60. Já o vencimento maio trabalha a R$ 72,55, levemente inferior aos R$ 72,69 do dia anterior.

Segundo análise da Granoeste, o mercado demonstra certo cansaço com o cenário externo. Apesar disso, a valorização do petróleo pode estimular a demanda por combustíveis alternativos, como o etanol.

Nos Estados Unidos, a demanda por milho segue aquecida. As exportações avançam e a produção de etanol atinge níveis recordes.

Por outro lado, a guerra no Oriente Médio impacta as exportações brasileiras. O Irã figura como principal comprador do cereal nacional, o que gera preocupação no setor.

Brasil: colheita, safrinha e preços internos



No Brasil, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta que a colheita da safra de verão do milho atinge 24,9%. No mesmo período do ano passado, o índice era de 25,3%. A média histórica é de 23%.

Ao mesmo tempo, o plantio da safrinha chega a 64,9%. Em igual data de 2025, o percentual era de 69,5%. A média histórica é de 57,2%.

No mercado doméstico, os negócios seguem em ritmo lento. Produtores concentram esforços na colheita da soja e no plantio da segunda safra, o que reduz a oferta imediata do cereal.

No oeste do Paraná, as indicações de compra variam entre R$ 60,00 e R$ 63,00 por saca. Em Paranaguá, para a safrinha, os preços oscilam entre R$ 68,00 e R$ 70,00, conforme prazo de pagamento e localização do lote.

No câmbio, o dólar opera em queda, cotado a R$ 5,22. Na sessão anterior, a moeda norte-americana fechou em forte alta, a R$ 5,261.

De acordo com a Granoeste, o mercado deve seguir atento ao cenário externo, à evolução do câmbio e ao ritmo da safrinha nas próximas semanas.

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Texto publicado originalmente em Boletim de commodities
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