Milho sobe em Chicago com apoio do petróleo
CBOT avança a US$ 4,51, enquanto mercado acompanha conflito no Oriente Médio e cenário interno mais lento
Por: Camilo Motter
A alta do petróleo, impulsionada pelo agravamento do conflito no Oriente Médio, sustenta parte do movimento positivo. Entre ontem e hoje, a commodity acumula valorização próxima de 15% nas bolsas internacionais. Como consequência, os combustíveis também sobem, especialmente o etanol, o que reforça o suporte às cotações do milho.
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Nos Estados Unidos, além do ritmo firme das exportações, o uso do cereal para a produção de etanol alcançou quase 12 milhões de toneladas em janeiro, fortalecendo a demanda. Ao mesmo tempo, o mercado internacional segue atento aos desdobramentos do conflito e aos seus impactos na formação dos preços.
Na B3, antiga BMF, o contrato março opera a R$ 72,00 (ante R$ 71,72 no fechamento anterior), enquanto maio é negociado a R$ 72,05, acima dos R$ 71,64 da véspera.
De acordo com análise da Granoeste, o cenário externo adiciona volatilidade, mas o mercado também observa fatores internos que limitam movimentos mais intensos.
No mercado doméstico, o ritmo segue mais lento. Isso ocorre porque os produtores estão concentrados na colheita da soja e no plantio da safrinha. Além disso, os preços atuais do milho são considerados pouco atrativos por parte dos vendedores.
Ao mesmo tempo, a safra de verão contribui para manter pressão sobre as cotações, especialmente na região Sul.
No oeste do Paraná, as indicações de compra variam entre R$ 60,00 e R$ 63,00 por saca. Já no Porto de Paranaguá, para a safrinha, as referências estão entre R$ 65,00 e R$ 67,00, a depender do prazo de pagamento e da localização do lote.
No câmbio, o dólar opera em alta de quase 1,5%, cotado a R$ 5,24. Na sessão anterior, a moeda norte-americana havia encerrado a R$ 5,164.
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Texto publicado originalmente em Boletim de commodities
Nos Estados Unidos, além do ritmo firme das exportações, o uso do cereal para a produção de etanol alcançou quase 12 milhões de toneladas em janeiro, fortalecendo a demanda. Ao mesmo tempo, o mercado internacional segue atento aos desdobramentos do conflito e aos seus impactos na formação dos preços.
Na B3, antiga BMF, o contrato março opera a R$ 72,00 (ante R$ 71,72 no fechamento anterior), enquanto maio é negociado a R$ 72,05, acima dos R$ 71,64 da véspera.
De acordo com análise da Granoeste, o cenário externo adiciona volatilidade, mas o mercado também observa fatores internos que limitam movimentos mais intensos.
No mercado doméstico, o ritmo segue mais lento. Isso ocorre porque os produtores estão concentrados na colheita da soja e no plantio da safrinha. Além disso, os preços atuais do milho são considerados pouco atrativos por parte dos vendedores.
Ao mesmo tempo, a safra de verão contribui para manter pressão sobre as cotações, especialmente na região Sul.
No oeste do Paraná, as indicações de compra variam entre R$ 60,00 e R$ 63,00 por saca. Já no Porto de Paranaguá, para a safrinha, as referências estão entre R$ 65,00 e R$ 67,00, a depender do prazo de pagamento e da localização do lote.
No câmbio, o dólar opera em alta de quase 1,5%, cotado a R$ 5,24. Na sessão anterior, a moeda norte-americana havia encerrado a R$ 5,164.
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