Soja opera em alta em Chicago, mas mercado segue pressionado pela oferta
Contratos avançam em meio a suporte técnico e clima irregular, enquanto colheita avança no Brasil e mantém pressão sobre os preços
Por: Redação RuralNews
Apesar do movimento positivo, o mercado ainda busca um direcionamento mais claro. As cotações seguem oscilando dentro de uma faixa estreita e permanecem pressionadas pela ampla oferta global.
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Ainda assim, após três sessões consecutivas de queda, os preços encontram algum suporte. Entre os fatores de sustentação estão o bom ritmo do esmagamento norte-americano, que atingiu 6,9 milhões de toneladas em dezembro. Além disso, a recuperação do petróleo e dos metais preciosos contribui para um ambiente ligeiramente mais favorável.
Outro ponto de atenção é o clima na América do Sul. Irregularidades climáticas persistem, especialmente no sul do Brasil e na Argentina. Em áreas com plantio mais tardio, mesmo com chuvas pontuais, a falta de umidade ainda predomina, o que pode comprometer a produtividade. Meteorologistas, inclusive, avaliam a possível formação de um novo episódio de La Niña.
Diante desse cenário, cresce a expectativa de redução da área semeada na Argentina. No entanto, por enquanto, a maioria das consultorias não indica cortes na produção brasileira.
No Brasil, ao contrário, as estimativas de produção seguem em elevação. A StoneX, por exemplo, revisou recentemente sua projeção para 181,6 milhões de toneladas.
Além disso, dados da Conab mostram que a colheita da safra de soja já alcança 11,4%, acima dos 8% registrados no mesmo período do ano passado e próxima da média histórica de 11,8%.
Com o avanço gradual da colheita, a oferta aumenta e mantém os preços sob pressão. Ao mesmo tempo, o sistema logístico de armazenagem e transporte começa a ficar mais carregado, o que adiciona desafios ao escoamento da produção.
O ritmo de comercialização segue lento, influenciado pela perda de valor do produto. Pressões adicionais sobre as cotações não estão descartadas, uma vez que o pico da colheita ainda está por vir.
Nos portos brasileiros, os prêmios seguem indicados, no mercado spot, entre 50 e 65 centavos de dólar por bushel. Para março, variam de 35 a 45 centavos, enquanto para abril ficam entre 30 e 40 centavos.
No mercado interno, as indicações de compra no oeste do Paraná giram entre R$ 115,00 e R$ 118,00 por saca. Em Paranaguá, os valores variam de R$ 124,00 a R$ 127,00, dependendo do prazo de pagamento, do local de origem e do período de embarque, conforme análise da Granoeste.
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Texto publicado originalmente em Boletim de commodities
Ainda assim, após três sessões consecutivas de queda, os preços encontram algum suporte. Entre os fatores de sustentação estão o bom ritmo do esmagamento norte-americano, que atingiu 6,9 milhões de toneladas em dezembro. Além disso, a recuperação do petróleo e dos metais preciosos contribui para um ambiente ligeiramente mais favorável.
Outro ponto de atenção é o clima na América do Sul. Irregularidades climáticas persistem, especialmente no sul do Brasil e na Argentina. Em áreas com plantio mais tardio, mesmo com chuvas pontuais, a falta de umidade ainda predomina, o que pode comprometer a produtividade. Meteorologistas, inclusive, avaliam a possível formação de um novo episódio de La Niña.
Diante desse cenário, cresce a expectativa de redução da área semeada na Argentina. No entanto, por enquanto, a maioria das consultorias não indica cortes na produção brasileira.
Cenário da soja no Brasil
No Brasil, ao contrário, as estimativas de produção seguem em elevação. A StoneX, por exemplo, revisou recentemente sua projeção para 181,6 milhões de toneladas.
Além disso, dados da Conab mostram que a colheita da safra de soja já alcança 11,4%, acima dos 8% registrados no mesmo período do ano passado e próxima da média histórica de 11,8%.
Com o avanço gradual da colheita, a oferta aumenta e mantém os preços sob pressão. Ao mesmo tempo, o sistema logístico de armazenagem e transporte começa a ficar mais carregado, o que adiciona desafios ao escoamento da produção.
O ritmo de comercialização segue lento, influenciado pela perda de valor do produto. Pressões adicionais sobre as cotações não estão descartadas, uma vez que o pico da colheita ainda está por vir.
Nos portos brasileiros, os prêmios seguem indicados, no mercado spot, entre 50 e 65 centavos de dólar por bushel. Para março, variam de 35 a 45 centavos, enquanto para abril ficam entre 30 e 40 centavos.
No mercado interno, as indicações de compra no oeste do Paraná giram entre R$ 115,00 e R$ 118,00 por saca. Em Paranaguá, os valores variam de R$ 124,00 a R$ 127,00, dependendo do prazo de pagamento, do local de origem e do período de embarque, conforme análise da Granoeste.
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Texto publicado originalmente em Boletim de commodities
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