Soja 05-03-2026 | 9:52:00

Soja opera em leve alta em Chicago com pressão da safra brasileira

Mercado acompanha conflito no Oriente Médio, avanço da colheita no Brasil e ritmo das exportações

Por: Camilo Motter

O mercado internacional segue influenciado por fatores já conhecidos pelos agentes, como os desdobramentos do conflito no Oriente Médio, a valorização do petróleo e as incertezas sobre o ritmo das compras chinesas de soja dos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, o avanço da colheita brasileira aumenta a oferta global da oleaginosa.
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Entre os fatores externos, a alta do petróleo tem chamado atenção. A commodity já acumula valorização próxima de 20% na semana, refletindo as tensões no Oriente Médio. Esse cenário costuma trazer reflexos para o mercado agrícola, especialmente para culturas ligadas ao setor de biocombustíveis.

Outro ponto de atenção envolve a demanda chinesa. Ainda há dúvidas sobre o ritmo de retomada das compras de soja norte-americana, o que mantém os investidores cautelosos no mercado internacional.

Brasil



No Brasil, o avanço da colheita já alcança cerca de 50% da área cultivada. O aumento expressivo da oferta tem pressionado os prêmios de exportação, que atingiram os níveis mais baixos das últimas temporadas.

Levantamento da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) aponta que o país deve embarcar aproximadamente 16 milhões de toneladas de soja em março. No mesmo mês de 2025, os embarques somaram 14,7 milhões de toneladas, enquanto em fevereiro deste ano foram exportadas cerca de 8,9 milhões de toneladas.

Com o grande volume de grãos chegando ao mercado, a logística também começa a sentir os impactos. A elevada movimentação aumenta os custos de transporte e armazenagem, reduzindo os preços pagos pela soja no interior.

No mercado físico, segundo a Granoeste, as indicações de compra no oeste do Paraná variam entre R$ 118 e R$ 121 por saca. Já no porto de Paranaguá, os valores giram entre R$ 129 e R$ 131 por saca, dependendo do prazo de pagamento e das condições de embarque.

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Texto publicado originalmente em Boletim de commodities
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