Soja opera em queda em Chicago e mercado busca direcionamento
Irregularidades climáticas no Brasil e na Argentina mantêm pressão, enquanto colheita avança e exportações ganham força
Por: Redação RuralNews
De acordo com a Granoeste Corretora, apesar das oscilações recentes, o mercado segue sem um direcionamento claro. As variações diárias permanecem restritas a uma faixa estreita, refletindo a cautela dos investidores diante do cenário climático e do avanço da colheita na América do Sul.
VEJA TAMBÉM:
Além disso, os participantes continuam atentos às irregularidades climáticas, especialmente no sul do Brasil e na Argentina. Em algumas regiões do Rio Grande do Sul, produtores relatam períodos prolongados sem chuvas, que chegam a 20 ou até 30 dias, com perdas significativas em determinadas áreas.
Por outro lado, no Mato Grosso, o excesso de chuvas tem afetado a qualidade da soja em diversas regiões. Esse cenário, somado aos preços pressionados, reduz ainda mais a rentabilidade do produtor rural.
Enquanto isso, segundo análise divulgada pela Granoeste, o ritmo da colheita segue acelerando no Brasil, o que aumenta a oferta disponível no curto prazo e amplia a pressão sobre as cotações.
No Brasil, a colheita da soja já alcança aproximadamente 15% da área cultivada. No Paraná, dados do Departamento de Economia Rural (Deral) indicam que os trabalhos chegam a 14%, avanço de nove pontos percentuais em relação à semana anterior.
A produção paranaense está estimada em 22,04 milhões de toneladas, acima das 21,2 milhões registradas no ciclo passado, reforçando o bom desempenho do estado nesta safra.
No comércio exterior, o line-up aponta que as exportações brasileiras de soja podem atingir 11 milhões de toneladas em fevereiro, o que representaria um novo recorde para o mês. Em fevereiro de 2025, os embarques somaram 6,42 milhões de toneladas.
Apesar disso, o ritmo de comercialização no mercado interno segue lento. A perda de valor do produto tem reduzido o interesse do produtor em fixar preços. Além disso, o avanço mais intenso da colheita nas próximas semanas pode gerar novas pressões, sobretudo diante da ocupação crescente do sistema logístico de armazenagem e transporte.
Nos portos, os prêmios seguem firmes no mercado spot, entre 60 e 65 cents por bushel. Para março, as indicações variam de 25 a 40 cents, enquanto para abril os prêmios ficam entre 20 e 35 cents.
No mercado físico, as indicações de compra no oeste do Paraná variam entre R$ 115,00 e R$ 118,00 por saca. Já em Paranaguá, os valores oscilam entre R$ 124,00 e R$ 127,00, dependendo do prazo de pagamento, local e período de embarque.
TAGS:
Texto publicado originalmente em Boletim de commodities
Além disso, os participantes continuam atentos às irregularidades climáticas, especialmente no sul do Brasil e na Argentina. Em algumas regiões do Rio Grande do Sul, produtores relatam períodos prolongados sem chuvas, que chegam a 20 ou até 30 dias, com perdas significativas em determinadas áreas.
Por outro lado, no Mato Grosso, o excesso de chuvas tem afetado a qualidade da soja em diversas regiões. Esse cenário, somado aos preços pressionados, reduz ainda mais a rentabilidade do produtor rural.
Enquanto isso, segundo análise divulgada pela Granoeste, o ritmo da colheita segue acelerando no Brasil, o que aumenta a oferta disponível no curto prazo e amplia a pressão sobre as cotações.
Colheita avança no Brasil e exportações ganham ritmo
No Brasil, a colheita da soja já alcança aproximadamente 15% da área cultivada. No Paraná, dados do Departamento de Economia Rural (Deral) indicam que os trabalhos chegam a 14%, avanço de nove pontos percentuais em relação à semana anterior.
A produção paranaense está estimada em 22,04 milhões de toneladas, acima das 21,2 milhões registradas no ciclo passado, reforçando o bom desempenho do estado nesta safra.
No comércio exterior, o line-up aponta que as exportações brasileiras de soja podem atingir 11 milhões de toneladas em fevereiro, o que representaria um novo recorde para o mês. Em fevereiro de 2025, os embarques somaram 6,42 milhões de toneladas.
Apesar disso, o ritmo de comercialização no mercado interno segue lento. A perda de valor do produto tem reduzido o interesse do produtor em fixar preços. Além disso, o avanço mais intenso da colheita nas próximas semanas pode gerar novas pressões, sobretudo diante da ocupação crescente do sistema logístico de armazenagem e transporte.
Nos portos, os prêmios seguem firmes no mercado spot, entre 60 e 65 cents por bushel. Para março, as indicações variam de 25 a 40 cents, enquanto para abril os prêmios ficam entre 20 e 35 cents.
No mercado físico, as indicações de compra no oeste do Paraná variam entre R$ 115,00 e R$ 118,00 por saca. Já em Paranaguá, os valores oscilam entre R$ 124,00 e R$ 127,00, dependendo do prazo de pagamento, local e período de embarque.
TAGS:
Soja - CBOT - Commodity
- Cotação
- Conab
Texto publicado originalmente em Boletim de commodities
Leia também: