Soja 25-02-2026 | 9:45:00

Soja reage em Chicago com expectativa sobre China

Mercado volta a apostar em avanços nas negociações entre EUA e China, enquanto no Brasil prêmios seguem pressionados

Por: Redação RuralNews

Na manhã de hoje, o contrato março era negociado a US$ 11,42 por bushel, com alta de 2 pontos. Na sessão anterior, os preços, que operavam no campo negativo, reagiram e encerraram o dia com ganhos entre 4 e 5 cents.
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A sustentação vem da expectativa de novas compras chinesas de soja norte-americana após o feriado lunar, que havia interrompido as negociações por uma semana.

Por outro lado, o cenário ainda traz incertezas. Na última sexta-feira, a Suprema Corte dos Estados Unidos considerou ilegal o chamado “tarifaço” do ex-presidente Donald Trump, decisão que pode alterar a dinâmica comercial entre as principais economias globais.

Exportações avançam enquanto prêmios seguem pressionados



No Brasil, o foco está no avanço da colheita e na movimentação das exportações. Levantamento da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) indica que os embarques brasileiros de soja podem superar 10 milhões de toneladas neste mês. No mês anterior foram despachadas 1,88 milhão de toneladas, enquanto em fevereiro de 2025 o volume somou 6,42 milhões.

Apesar de atrasos na colheita e perda de qualidade em diversas regiões, principalmente no Centro-Oeste, devido ao excesso de chuvas, a oferta começa a aumentar. Esse movimento amplia a disponibilidade interna e pressiona os prêmios nos portos.

Os prêmios seguem negativos no mercado spot, variando entre -5 e -10 cents. Para abril, as indicações ficam entre -15 e 0, enquanto para maio variam entre 5 e 15 cents.

No mercado físico, as indicações de compra no Oeste do Paraná giram entre R$ 116,00 e R$ 118,00 por saca. Em Paranaguá, os valores variam entre R$ 127,00 e R$ 130,00, dependendo do prazo de pagamento e das condições de embarque.

Segundo a Granoeste, o mercado segue sensível às movimentações externas, especialmente à relação comercial entre EUA e China, enquanto no Brasil a pressão da oferta continua determinante para a formação dos preços.

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Texto publicado originalmente em Boletim de commodities
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