Soja recua em Chicago e pressiona preços no Brasil
Mercado reage a tensões no Oriente Médio, avanço da safra brasileira e prêmios mais baixos nos portos.
Por: Camilo Motter
Na sessão anterior, a soja fechou com ganhos entre cinco e seis centavos. No melhor momento do dia, a posição maio se aproximou de US$ 12,00.
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De acordo com a análise da Granoeste, o mercado passa por reacomodação dos investimentos diante do conflito no Oriente Médio. Investidores reduzem exposição a ativos de risco e buscam ativos considerados mais seguros.
Como reflexo direto das tensões, o petróleo já acumula alta próxima de 15% na semana. O ex-presidente Donald Trump afirmou que pretende escoltar navios petroleiros no Estreito de Ormuz para garantir o abastecimento global.
Além disso, operadores acompanham a postura da China em relação a novas compras nos Estados Unidos. Após a derrubada do tarifaço, negócios imediatos parecem improváveis. No entanto, circulam rumores de que Trump pode buscar novas negociações para recolocar a soja norte-americana na pauta comercial.
Outro fator de pressão é a entrada da grande safra brasileira. Com maior oferta, os preços ficam mais competitivos no mercado internacional.
No Brasil, a colheita da soja atinge 41,7%, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No mesmo período do ano passado, o índice era de 48,4%. A média histórica é de 38,4%.
No Paraná, o Departamento de Economia Rural (Deral) aponta avanço de 46% nos trabalhos.
Com a colheita avançando, os prêmios nos portos brasileiros seguem mais achatados. O aumento da oferta amplia a disponibilidade do grão e encarece o escoamento. Como consequência, os preços no interior ficam pressionados.
No mercado spot, os prêmios variam entre -25 e -10 centavos. Para abril, os valores oscilam entre -30 e -15. Já para maio, as indicações ficam entre -20 e -5.
No oeste do Paraná, as indicações de compra da soja variam entre R$ 118,00 e R$ 120,00 por saca. Em Paranaguá, os preços giram entre R$ 129,00 e R$ 131,00, conforme prazo de pagamento e período de embarque.
De acordo com a d, o mercado deve continuar atento ao cenário externo e ao ritmo da colheita brasileira, fatores que seguem determinantes para as cotações no curto prazo.
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Texto publicado originalmente em Notícias
De acordo com a análise da Granoeste, o mercado passa por reacomodação dos investimentos diante do conflito no Oriente Médio. Investidores reduzem exposição a ativos de risco e buscam ativos considerados mais seguros.
Como reflexo direto das tensões, o petróleo já acumula alta próxima de 15% na semana. O ex-presidente Donald Trump afirmou que pretende escoltar navios petroleiros no Estreito de Ormuz para garantir o abastecimento global.
Além disso, operadores acompanham a postura da China em relação a novas compras nos Estados Unidos. Após a derrubada do tarifaço, negócios imediatos parecem improváveis. No entanto, circulam rumores de que Trump pode buscar novas negociações para recolocar a soja norte-americana na pauta comercial.
Outro fator de pressão é a entrada da grande safra brasileira. Com maior oferta, os preços ficam mais competitivos no mercado internacional.
Safra brasileira e preços internos
No Brasil, a colheita da soja atinge 41,7%, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No mesmo período do ano passado, o índice era de 48,4%. A média histórica é de 38,4%.
No Paraná, o Departamento de Economia Rural (Deral) aponta avanço de 46% nos trabalhos.
Com a colheita avançando, os prêmios nos portos brasileiros seguem mais achatados. O aumento da oferta amplia a disponibilidade do grão e encarece o escoamento. Como consequência, os preços no interior ficam pressionados.
No mercado spot, os prêmios variam entre -25 e -10 centavos. Para abril, os valores oscilam entre -30 e -15. Já para maio, as indicações ficam entre -20 e -5.
No oeste do Paraná, as indicações de compra da soja variam entre R$ 118,00 e R$ 120,00 por saca. Em Paranaguá, os preços giram entre R$ 129,00 e R$ 131,00, conforme prazo de pagamento e período de embarque.
De acordo com a d, o mercado deve continuar atento ao cenário externo e ao ritmo da colheita brasileira, fatores que seguem determinantes para as cotações no curto prazo.
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