Soja 20-01-2026 | 10:08:00

Soja segue pressionada com avanço da safra brasileira

Com colheita em andamento no Brasil e ajuste nas cotações em Chicago, o mercado da soja mantém preços pressionados e negociações lentas no início do ano

Por: Camilo Motter

No cenário global, a perspectiva de ampla oferta continua limitando reações mais firmes nas cotações. A expectativa de uma safra robusta na América do Sul, somada à redução das estimativas de exportações dos Estados Unidos e ao aumento dos estoques finais, mantém o mercado cauteloso. Além disso, as disputas geopolíticas seguem afastando investidores de ativos de maior risco, o que fortalece o dólar e pressiona as commodities agrícolas.
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Enquanto isso, a China mantém compras de soja no mercado norte-americano dentro dos volumes já projetados. Assim, o comportamento reforça um cenário de equilíbrio, sem fatores capazes de provocar mudanças relevantes nos preços no curto prazo.

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No Brasil, a colheita da soja começa a ganhar ritmo. Levantamento da Conab indica que 2,3% da área já foi colhida. O índice supera o registrado no mesmo período da safra passada, embora ainda fique abaixo da média histórica.

No mercado físico, as negociações continuam lentas. Em geral, o produto colhido neste início de safra segue destinado ao cumprimento de contratos antecipados. Ao mesmo tempo, a entrada da soja nova pressiona os preços, sobretudo com a queda dos prêmios nos portos e a recente acomodação do câmbio abaixo de R$ 5,40.

Atualmente, os prêmios no mercado spot brasileiro variam entre 80 e 95 centavos de dólar por bushel. Para março e abril, os valores recuam, refletindo a maior disponibilidade do produto. No oeste do Paraná, as indicações de compra ficam entre R$ 120,00 e R$ 122,00 por saca. Já em Paranaguá, os preços variam de R$ 130,00 a R$ 132,00, conforme prazo e condições de pagamento.

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Texto publicado originalmente em Notícias
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