Soja 03-03-2026 | 10:16:00

Soja sobe forte em Chicago e mercado monitora tensão no Oriente Médio

Contratos avançam 16 cents na CBOT, enquanto prêmios seguem pressionados nos portos brasileiros

Por: Camilo Motter

Além disso, o complexo soja apresentou movimentos distintos. Enquanto o farelo recuou quase 2%, o óleo registrou alta de 1,5%, refletindo diretamente a disparada do petróleo. Ontem, em Nova Iorque, a commodity energética subiu 7% e, nesta manhã, avança novamente, com ganho próximo de 8%. Esse movimento ocorre em meio à escalada do conflito no Oriente Médio e às preocupações com o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o abastecimento global.
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De acordo com análise da Granoeste, o mercado também acompanha fatores fundamentais. Por um lado, a entrada da grande safra brasileira amplia a oferta global. Por outro lado, persistem dúvidas quanto ao ritmo das compras chinesas. Além disso, após a derrubada do chamado “tarifaço” pela Suprema Corte dos Estados Unidos, aumentaram as incertezas sobre uma eventual retomada das aquisições chinesas da soja norte-americana, especialmente porque o produto brasileiro permanece mais competitivo.

Ao mesmo tempo, em cenários de instabilidade, investidores tendem a buscar ativos considerados mais seguros. Consequentemente, ativos mais voláteis podem perder valor, o que altera a dinâmica dos preços nas bolsas internacionais.

No mercado doméstico, os prêmios nos portos brasileiros seguem achatados. Isso ocorre porque mais produto chega ao mercado com o avanço da colheita, ocupando os canais de escoamento e pressionando as cotações no interior.

Atualmente, no mercado spot, os prêmios variam entre -20 e -5 cents. Para abril, os valores indicados estão entre -20 e -10 cents; já para maio, oscilam de -5 a +5 cents.

No oeste do Paraná, as indicações de compra variam entre R$ 118,00 e R$ 121,00 por saca. Já no Porto de Paranaguá, as referências ficam entre R$ 130,00 e R$ 132,00, a depender do prazo de pagamento, do local de entrega e do período de embarque.

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Texto publicado originalmente em Boletim de commodities
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