Superávit do agro paulista atinge US$ 6,72 bilhões
O destaque vai para a carne bovina, suco de laranja e café
Por: Redação RuralNews
Entre janeiro e abril de 2025, o agronegócio de São Paulo registrou superávit de US$ 6,72 bilhões, mesmo com retração de 11,6% nas exportações, que somaram US$ 8,70 bilhões, e aumento de 6,5% nas importações, que totalizaram US$ 1,98 bilhão. O resultado representa uma queda de 15,3% em relação ao mesmo período de 2024.
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Segundo o secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai, o setor demonstrou força mesmo diante de mudanças no mercado global. Ele destacou o bom desempenho de café, carnes e suco de laranja como fator de equilíbrio da balança comercial.
As exportações do agro paulista representaram 40,7% do total exportado pelo estado e as importações, 6,9% do total estadual. Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve queda de 3,4 pontos percentuais nas exportações e de 0,9 ponto nas importações.
O levantamento foi elaborado por Carlos Nabil Ghobril, da Apta (Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios), em parceria com José Alberto Ângelo e Marli Dias Mascarenhas Oliveira, do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), órgão da Secretaria de Agricultura.
Entre os principais destinos das exportações estão China e Estados Unidos. A China aumentou em 7% as compras do grupo soja e em 1% as do grupo carnes. Já os EUA ampliaram as aquisições de carnes em 93%, produtos florestais em 59% e café em 9%.
Exportações por grupos de produtos
Os cinco grupos com maior participação foram:
Complexo sucroalcooleiro: 24,6% do total exportado, com US$ 2,136 bilhões. Açúcar representou 88,7% e etanol, 11,3%.
Carnes: 14% das exportações, somando US$ 1,213 bilhão, sendo 82,5% de carne bovina.Sucos: 12,1% de participação, totalizando US$ 1,054 bilhão. Suco de laranja correspondeu a 98,2%.
Produtos florestais: 11,1% do volume exportado, com US$ 962,48 milhões. Celulose representou 52,3% e papel, 37,9%.
Complexo soja: 10,9% do total, com US$ 947,36 milhões. A soja em grãos respondeu por 83,7%.Esses cinco grupos representaram 72,7% das exportações do agronegócio paulista. O café ficou na sexta posição, com 7,5% da pauta e US$ 653,58 milhões exportados, sendo 73,8% de café verde e 22,9% de solúvel.
Destacam-se os aumentos de vendas de café (+63,7%), sucos (+35,0%) e carnes (+23,1%). Em contrapartida, houve quedas nos grupos sucroalcooleiro (-46,2%), soja (-4,5%) e produtos florestais (-3,6%).
Principais destinos
China: 20,3% de participação, com foco em soja (37%), carnes (26%) e produtos florestais (19%).
União Europeia: 15,6%, adquirindo sucos (34%), café (19%) e outros produtos de origem vegetal (11,8%).
Estados Unidos: 15,3%, comprando sucos (37%), carnes (15%) e café (10,4%).
Participação nacional
São Paulo liderou as exportações do agronegócio brasileiro no primeiro quadrimestre de 2025, com 16,5% de participação, seguido por Mato Grosso (16,3%) e Minas Gerais (12,2%).
Balança comercial do agro brasileiro
No período, o agronegócio nacional exportou US$ 52,74 bilhões, alta de 1,4% em relação ao mesmo intervalo de 2024. As importações somaram US$ 6,87 bilhões (+8,0%), resultando em superávit de US$ 45,87 bilhões, crescimento de 0,5%. O setor segue sendo decisivo para conter o déficit comercial dos demais segmentos da economia.
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Texto publicado originalmente em Notícias
Foto: Canva
Segundo o secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai, o setor demonstrou força mesmo diante de mudanças no mercado global. Ele destacou o bom desempenho de café, carnes e suco de laranja como fator de equilíbrio da balança comercial.
As exportações do agro paulista representaram 40,7% do total exportado pelo estado e as importações, 6,9% do total estadual. Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve queda de 3,4 pontos percentuais nas exportações e de 0,9 ponto nas importações.
O levantamento foi elaborado por Carlos Nabil Ghobril, da Apta (Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios), em parceria com José Alberto Ângelo e Marli Dias Mascarenhas Oliveira, do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), órgão da Secretaria de Agricultura.
Entre os principais destinos das exportações estão China e Estados Unidos. A China aumentou em 7% as compras do grupo soja e em 1% as do grupo carnes. Já os EUA ampliaram as aquisições de carnes em 93%, produtos florestais em 59% e café em 9%.
Exportações por grupos de produtos
Os cinco grupos com maior participação foram:
Complexo sucroalcooleiro: 24,6% do total exportado, com US$ 2,136 bilhões. Açúcar representou 88,7% e etanol, 11,3%.
Carnes: 14% das exportações, somando US$ 1,213 bilhão, sendo 82,5% de carne bovina.Sucos: 12,1% de participação, totalizando US$ 1,054 bilhão. Suco de laranja correspondeu a 98,2%.
Produtos florestais: 11,1% do volume exportado, com US$ 962,48 milhões. Celulose representou 52,3% e papel, 37,9%.
Complexo soja: 10,9% do total, com US$ 947,36 milhões. A soja em grãos respondeu por 83,7%.Esses cinco grupos representaram 72,7% das exportações do agronegócio paulista. O café ficou na sexta posição, com 7,5% da pauta e US$ 653,58 milhões exportados, sendo 73,8% de café verde e 22,9% de solúvel.
Destacam-se os aumentos de vendas de café (+63,7%), sucos (+35,0%) e carnes (+23,1%). Em contrapartida, houve quedas nos grupos sucroalcooleiro (-46,2%), soja (-4,5%) e produtos florestais (-3,6%).
Principais destinos
China: 20,3% de participação, com foco em soja (37%), carnes (26%) e produtos florestais (19%).
União Europeia: 15,6%, adquirindo sucos (34%), café (19%) e outros produtos de origem vegetal (11,8%).
Estados Unidos: 15,3%, comprando sucos (37%), carnes (15%) e café (10,4%).
Participação nacional
São Paulo liderou as exportações do agronegócio brasileiro no primeiro quadrimestre de 2025, com 16,5% de participação, seguido por Mato Grosso (16,3%) e Minas Gerais (12,2%).
Balança comercial do agro brasileiro
No período, o agronegócio nacional exportou US$ 52,74 bilhões, alta de 1,4% em relação ao mesmo intervalo de 2024. As importações somaram US$ 6,87 bilhões (+8,0%), resultando em superávit de US$ 45,87 bilhões, crescimento de 0,5%. O setor segue sendo decisivo para conter o déficit comercial dos demais segmentos da economia.
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