Ferrovia Norte-Sul transforma Estado de Goiás e traz competitividade para o agro do centro-oeste
Por: Jair Reinaldo
A ferrovia tem potencial para conectar o estado de Goiás com a solução de escoamento mais eficiente do Brasil, que é o Porto de Santos (SP). Além de ligar diretamente a indústria goiana com São Paulo, o maior polo consumidor do país. Trata-se de um sonho antigo do estado e que agora é realidade, por meio de uma solução logística eficiente e sustentável.
“Trata-se de uma mudança de paradigma para o estado, que é um dos poucos no Brasil a não ter fronteira nem com mar e nem com países externos. Ao ser integrado com a ferrovia, Goiás passa a oferecer ao mercado uma opção mais competitiva de transporte”, afirma o VP Comercial da Rumo, Pedro Palma.
O terminal de Rio Verde também conta com um terminal de fertilizantes, onde é realizado o transbordo e a mistura deste importante insumo para a região.
Esses resultados reforçam o potencial que a ferrovia está trazendo para a região. Com o ganho de eficiência logística e competitividade, a tendência é que Goiás veja a produtividade crescer em setores que hoje já são representativos para sua economia, como o agro e a indústria.
“Veremos uma atração de investimentos, que resultará em ganho de escala na oferta de produtos, mais oportunidades de emprego e aos poucos Goiás deixará de ocupar apenas o cenário político - por abrigar a capital do País - e passará a ter maior participação econômica”, diz Palma. Ampliar o modal no Estado é uma das prioridades do Governo de Goiás, que trabalha na implantação do Sistema Ferroviário Estadual (SFE) para estimular a competitividade do setor produtivo com a redução dos custos de transporte.
“Vamos seguir o modelo federal e estimular a criação de trilhos estaduais, sob o regime privado de autorização. Assim, a iniciativa privada terá condições de construir e explorar esses ramais secundários ligando os polos produtivos às grandes artérias de escoamento, com é o caso da Ferrovia Norte-Sul”, destaca o secretário de Estado da Infraestrutura, Pedro Sales.
E Goiás ainda pode se beneficiar muito mais do potencial da ferrovia, em razão da diversidade de setores com forte desenvolvimento. Além do agronegócio e da indústria, os segmentos de líquidos (combustíveis), fertilizantes e minério também abrem espaço para que a Rumo possa expandir sua operação futuramente.
“Em breve, teremos ainda em Rio Verde um outro terminal para líquidos, enviando etanol para Paulínia (SP) e com os trens voltando carregados com diesel e gasolina”, diz o VP Comercial da empresa. “Além disso, temos planos ainda mais ambiciosos. Há 5 terminais em negociação com parceiros, todos já pensados para atender as necessidades de diversos setores econômicos. E a expectativa é que esse número cresça futuramente. O futuro já é uma realidade em Goiás e estamos orgulhosos em fazer parte dessa história”.TAGS:
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Texto publicado originalmente em Notícias