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Agro brasileiro é defendido pela CNA em audiência nos EUA

CNA defende agro brasileiro nos EUA, rebate acusações de comércio desleal e reforça sustentabilidade do setor

Agro brasileiro é defendido pela CNA em audiência nos EUA

CNA defende agro brasileiro e sustentabilidade em audiência nos EUA. Foto: CNA / Divulgação

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Foto do autor Redação RuralNews
03/09/2025 |

O agro brasileiro foi defendido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) durante audiência pública em Washington (EUA), na quarta-feira (3). Além de rebater acusações de práticas desleais de comércio, a entidade destacou que o setor cumpre todas as regras internacionais e promove sustentabilidade em suas atividades.

CNA apresenta defesa formal

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A audiência fez parte da Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, que autoriza investigações sobre práticas consideradas discriminatórias e permite sanções unilaterais. Para comprovar a legalidade do setor, a CNA já havia protocolado, em 15 de agosto, uma manifestação técnica. O documento abordou três pontos levantados pelos americanos: tarifas preferenciais, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.

Além da defesa escrita, a entidade participou presencialmente da audiência. Durante sua fala, a diretora de Relações Internacionais da CNA, Sueme Mori, reforçou que o crescimento do agro brasileiro ocorreu de forma sustentável, cumprindo integralmente as normas do comércio internacional. Assim, o setor mantém sua credibilidade no mercado global.

Sustentabilidade e competitividade

De acordo com Sueme, a competitividade do agro brasileiro resulta de recursos naturais e investimentos em tecnologia, e não de práticas desleais. Além disso, ela destacou que apenas 5,5% das exportações agropecuárias do Brasil recebem tarifas preferenciais, enquanto mais de 90% das importações seguem o princípio da Nação Mais Favorecida, garantindo igualdade aos produtos americanos.

No setor de etanol, a CNA ressaltou que o Brasil importou dos Estados Unidos, em 2024, 17 vezes mais do que da Índia. Por outro lado, o México não registrou exportações relevantes.

Na área ambiental, Sueme Mori lembrou que o Brasil possui um dos marcos regulatórios mais rigorosos do mundo. Atualmente, 66% do território nacional permanece coberto por vegetação nativa, sendo metade dentro de propriedades privadas, preservada pelos próprios produtores rurais. Assim, o país cumpre com responsabilidade seus compromissos ambientais.

Relação estratégica com os EUA

A CNA também destacou a relevância da parceria comercial entre Brasil e Estados Unidos. Atualmente, o mercado americano é o terceiro maior destino das exportações agropecuárias brasileiras. Ao mesmo tempo, o Brasil importa insumos, sementes e máquinas agrícolas dos EUA, que somaram mais de US$ 1,1 bilhão em 2024.

Segundo Sueme, essa cooperação fortalece a inovação, gera empregos e impulsiona a sustentabilidade. Por isso, ela concluiu que uma relação comercial baseada em evidências, integridade e objetivos comuns é essencial para enfrentar os desafios globais da agricultura e da segurança alimentar.

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Editor RuralNews
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TAGS: #Agro # Agro brasileiro
# CNA # EUA # Audiência # Comércio
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