Cotonicultora Ani Sanders é homenageada no Senado com o Diploma Bertha Lutz
Ani Sanders foi reconhecida pela sua contribuição para a liderança feminina e inovação no agronegócio
A produtora Ani Heinrich Sanders, destaque na cotonicultura brasileira, foi agraciada com o Diploma Bertha Lutz, em uma cerimônia no Senado Federal, em Brasília, no dia 27 de março. A homenagem, promovida pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), foi acompanhada por Silmara Ferraresi, diretora de Relações Institucionais da associação. O diploma é concedido a mulheres e instituições que se destacam na defesa dos direitos das mulheres e na promoção da igualdade de gênero.
Este reconhecimento destaca a atuação de Ani Sanders, que tem se dedicado ao desenvolvimento social e à inclusão feminina no agronegócio. Ela foi uma das 21 mulheres homenageadas em 2025, ao lado de nomes como Fernanda Montenegro, Fernanda Torres e Viviane Senna.
Silmara Ferraresi parabenizou Ani pela liderança: "Dona Ani é um exemplo inspirador de como a presença feminina fortalece o setor agropecuário. Sua trajetória é um reflexo da união entre inovação, sustentabilidade e protagonismo feminino. Essa homenagem é um reconhecimento merecido pelo impacto positivo que ela tem gerado no agronegócio e na valorização das mulheres no campo."
Liderança no Agro e Inclusão Feminina
Indicada pela senadora Jussara Lima (PSD), Ani Sanders foi reconhecida por seu trabalho à frente de iniciativas que incentivam a participação feminina no agronegócio. Ela é cofundadora e Superintendente Administrativa do Grupo Progresso, com sede em Sebastião Leal, Piauí, além de presidir o Instituto Cultivar Progresso. Também é líder do movimento Mulheres de Fibra e Embaixadora das Mulheres do Agro no Nordeste, representando as produtoras nordestinas no Congresso Nacional das Mulheres do Agro (CNMA).
Emocionada com a homenagem, Ani afirmou: "Receber o Diploma Bertha Lutz foi um momento de reconhecimento e gratidão. Sinto-me honrada em representar tantas mulheres do agro e renovar minhas forças para continuar contribuindo com o desenvolvimento do Brasil. A união das mulheres no campo é a chave para o nosso sucesso."
Natural de Carazinho (RS) e radicada no Piauí desde 2001, Ani é mãe de três filhos e tem se destacado como uma das principais lideranças femininas do agronegócio brasileiro. Ela lidera o movimento Mulheres de Fibra, que promove a integração de mulheres na cadeia produtiva, além de impulsionar o grupo Mulheres que Fazem Progresso, que incentiva a participação feminina no agro.
Além disso, Ani está envolvida na Comissão Nacional das Mulheres do Agro, focando na capacitação e inclusão das mulheres no setor. Seu trabalho é pautado pela inovação, implementando tecnologias no cultivo de soja, milho e algodão, o que torna a produção mais competitiva e eficiente. Seu impacto vai além da produção, com investimentos em educação e capacitação de trabalhadores rurais e práticas agrícolas sustentáveis que beneficiam as comunidades locais.
Sobre o Prêmio Bertha Lutz
O Diploma Bertha Lutz foi criado em 2001 e homenageia mulheres que contribuem significativamente para o avanço da igualdade de gênero no Brasil. O prêmio leva o nome de Bertha Lutz, cientista e líder feminista brasileira que, no século XX, se destacou na luta pelos direitos das mulheres, incluindo a conquista do voto feminino em 1932. Bertha foi uma figura central na fundação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, em 1922, e uma das mais importantes defensoras dos direitos das mulheres no país.
