Valorização do milho pressiona custos e preocupa suinocultores
Com o milho ultrapassando R$ 90 a saca, suinocultores enfrentam aumento de custos e queda na rentabilidade
O setor suinícola brasileiro está em alerta diante das fortes valorizações no preço do milho, insumo fundamental para a alimentação dos animais.
Segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), até o dia 18 de março de 2025, o Indicador ESALQ/BMFBovespa, referente à praça de Campinas (SP), já acumula alta de 24% no ano.
Nesta semana, o preço médio do milho na região chegou a R$ 90 por saca de 60 kg — o maior patamar nominal desde abril de 2022, de acordo com o Cepea.
O avanço nos preços é impulsionado pelos estoques limitados e pela demanda aquecida pelo cereal, conforme aponta o Cepea. Enquanto isso, o mercado de suínos enfrenta uma realidade oposta, com queda nos preços do animal vivo. O movimento é reflexo de uma oferta maior que a demanda por parte dos frigoríficos, o que pressiona ainda mais a rentabilidade dos produtores.
Diante desse cenário, a suinocultura nacional se vê em uma situação desafiadora: de um lado, custos de produção em alta por conta do milho; do outro, preços em baixa para a comercialização dos animais. A preocupação é de que, caso essa conjuntura persista, o setor enfrente sérias dificuldades para manter sua sustentabilidade econômica nos próximos meses.
