Mercado do milho segue estável em Chicago e no Brasil
Demanda firme nos EUA sustenta cotações, enquanto entressafra mantém preços estáveis no mercado interno
O mercado internacional do milho iniciou a semana com poucas oscilações. Na Bolsa de Chicago (CBOT), o contrato março opera estável na manhã de segunda-feira, cotado a US$ 4,41. Na semana passada, o grão acumulou valorização de pouco mais de 1%, sustentado pela forte demanda pelo produto norte-americano.
No mercado brasileiro, os contratos futuros também mostram ajustes pontuais. Na B3, a posição janeiro trabalha em R$ 71,85, levemente abaixo do fechamento anterior, enquanto o contrato março é negociado a R$ 74,80. Apesar das variações, o cenário segue de relativa estabilidade.
De acordo com análise da Granoeste, o período de entressafra tende a intensificar a disputa entre compradores e vendedores. Além disso, fatores como clima e a possibilidade de uma janela mais curta para o plantio da safrinha entram no radar do mercado. Ainda assim, os preços permanecem sustentados.
Safra brasileira entra no radar do mercado
O plantio da safra de verão de milho no Centro-Sul do Brasil alcançou 93,4% da área prevista. O índice, porém, segue abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, quando chegou a 98,8%, e também da média histórica, de 97,8%, segundo levantamento da consultoria Safras.
No mercado físico, as negociações continuam cautelosas. No oeste do Paraná, as indicações de compra variam entre R$ 62,00 e R$ 63,00 por saca. Já no porto de Paranaguá, os valores ficam entre R$ 68,00 e R$ 70,00, dependendo do prazo de pagamento, da localização do lote e do período de embarque.
No câmbio, o dólar opera em queda nesta manhã, cotado a R$ 5,39, após ter encerrado a sessão anterior a R$ 5,411, fator que também influencia a formação dos preços internos.

Camilo Motter
Possui graduação em Jornalismo pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos(1981), graduação em Economia pela Faculdade de Educação, Ciências e Letras de Cascavel(1985), especialização em Teoria Econômica pela Universidade Federal do Paraná(1989) e mestrado em Administração pela Universidade Federal de Santa Catarina(2001). Tem experiência na área de Economia. Atuando principalmente nos seguintes temas:Maximização da Renda, Informação, Comercialização. É diretor da Corretora Granoeste, de Cascavel/PR.