Milho avança em Chicago e demanda global sustenta preços
Mesmo com oferta ampla, o milho encontra suporte na forte demanda internacional, enquanto dados da Conab ajustam projeções da nova safra e o câmbio recua nesta quinta-feira.
A Granoeste informa que os contratos de milho na Bolsa de Chicago (CBOT) operam com ganhos de até 3 cents na manhã desta quinta-feira, cotados a US$ 4,47 no vencimento março. Ontem, o mercado registrou perdas entre 3 e 6 pontos; no entanto, o movimento de hoje indica uma leve recuperação. Na B3, o contrato janeiro negocia a R$ 72,60 e o março a R$ 75,50, enquanto isso o mercado acompanha o avanço da demanda.
Além disso, apesar da ampla oferta global, a demanda segue firme. Nos Estados Unidos, as exportações avançam em ritmo 70% superior ao da temporada anterior. Por isso, o mercado mantém sustentação mesmo diante de uma oferta elevada. Globalmente, o consumo também se mostra sólido, o que contribui para limitar quedas nas cotações.
Safra brasileira ajusta projeções e influencia o mercado
No Brasil, a Conab atualizou seu 3º relatório mensal de safra e estima produção de 138,9 milhões de toneladas em 2025/26. O volume representa queda de 1,5% frente às 141 milhões de toneladas do ciclo passado. Dessa forma, com estoques de passagem de 14,1 milhões de toneladas, o suprimento interno deve alcançar 154,6 milhões de toneladas ao longo do ano.
A produção esperada para cada etapa do ciclo é de 25,9 milhões de toneladas na primeira safra, 110,5 milhões na segunda e 2,51 milhões na terceira. As exportações devem atingir 46,5 milhões de toneladas, acima das 40 milhões registradas em 2024/25. Além disso, o consumo interno segue crescente e pode alcançar 94,6 milhões de toneladas, alta de 4,5%.
O mercado doméstico permanece estável. Por outro lado, a entressafra tende a intensificar a disputa entre compradores e vendedores, especialmente diante de preocupações com o clima e da possibilidade de uma janela mais curta para o plantio da safrinha. Assim, também é comum que, na virada do ano, aumente o interesse em liberar espaço nos armazéns para a nova colheita.
No oeste do Paraná, as indicações de compra variam entre R$ 62 e R$ 63 por saca. Em Paranaguá, os preços estão entre R$ 68 e R$ 70, dependendo das condições de pagamento e da localização do lote.
Dólar recua e ajuda a compor o cenário
O câmbio também influencia as decisões de mercado. O dólar opera em queda nesta manhã, cotado a R$ 5,43, enquanto na sessão anterior havia fechado a R$ 5,465. Portanto, o movimento de baixa contribui para ajustar a competitividade interna e externa do milho.

Camilo Motter
Possui graduação em Jornalismo pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos(1981), graduação em Economia pela Faculdade de Educação, Ciências e Letras de Cascavel(1985), especialização em Teoria Econômica pela Universidade Federal do Paraná(1989) e mestrado em Administração pela Universidade Federal de Santa Catarina(2001). Tem experiência na área de Economia. Atuando principalmente nos seguintes temas:Maximização da Renda, Informação, Comercialização. É diretor da Corretora Granoeste, de Cascavel/PR.