Mercado de algodão segue pressionado, apesar de sinais pontuais de demanda
Cenário internacional mantém viés baixista em Nova York, enquanto Ásia registra compras oportunistas e o algodão brasileiro sustenta bom desempenho no basis
Por: Redação RuralNews
Além disso, indicadores mais fracos do mercado de trabalho dos Estados Unidos aumentaram as dúvidas sobre a força da economia americana. Como resultado, o ambiente de aversão ao risco voltou a ganhar espaço e passou a afetar praticamente todas as classes de ativos.
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Ainda assim, apesar do cenário negativo, surgiram sinais pontuais de sustentação no mercado físico. Em diversos países asiáticos, fiações aproveitaram os níveis mais baixos de preços para realizar compras oportunistas. No entanto, à medida que o Ano Novo Lunar se aproxima, o ritmo de negócios tende a perder força, especialmente na China.
Na ICE, o contrato Jul/26 encerrou a semana cotado a 65,26 centavos de dólar por libra-peso, o que representa queda de 2,7% em relação ao fim de janeiro. Da mesma forma, o contrato Dez/26 fechou a 68,00 centavos, com recuo de 1,4% no mesmo comparativo.
Mesmo com os preços futuros em níveis deprimidos, o algodão brasileiro seguiu apresentando bom desempenho no mercado internacional. O basis médio posto Leste da Ásia ficou em 751 pontos, para embarques entre março e abril de 2026, sinalizando demanda consistente pela pluma nacional.
Além disso, compradores seguem relatando satisfação com a qualidade da fibra brasileira, especialmente em relação ao comprimento. Por isso, o produto mantém competitividade mesmo em um ambiente global adverso.
Entre os principais fatores baixistas, destaca-se a manutenção de uma forte posição vendida por parte dos fundos. Ao mesmo tempo, o avanço do open interest combinado à queda de preços reforça a entrada de novos vendedores no mercado.
Somado a isso, a maior necessidade de venda física por parte dos produtores, em função da demanda por caixa e da entrada da nova safra, amplia a oferta disponível. Além disso, a redução da atividade comercial na China, provocada pelo feriado do Ano Novo Lunar, enfraquece a demanda no curto prazo.
Por outro lado, a queda das cotações em Nova York estimulou compras oportunistas por parte de fiações asiáticas, principalmente para embarques próximos. Esse movimento ajudou a evitar uma retração ainda mais intensa no mercado físico.
Além disso, as exportações semanais dos Estados Unidos continuam mostrando melhora no ritmo de embarques. Da mesma forma, o diferencial entre preços domésticos e internacionais na China segue favorável às importações, mantendo o interesse das fiações chinesas pelo mercado externo.
Em janeiro de 2026, as exportações brasileiras de algodão totalizaram 316,8 mil toneladas. Ainda que o volume represente queda de 23,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior, o país segue como um dos principais fornecedores globais.
Enquanto isso, o beneficiamento da safra 2024/25 está praticamente concluído no Brasil, com 99,09% do total processado. Paralelamente, o plantio da safra 2025/26 alcançou 89,19% da área prevista, com avanço consistente nos principais estados produtores.
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Texto publicado originalmente em Destaque
Ainda assim, apesar do cenário negativo, surgiram sinais pontuais de sustentação no mercado físico. Em diversos países asiáticos, fiações aproveitaram os níveis mais baixos de preços para realizar compras oportunistas. No entanto, à medida que o Ano Novo Lunar se aproxima, o ritmo de negócios tende a perder força, especialmente na China.
Algodão brasileiro mantém competitividade no mercado internacional mesmo com pressão sobre os preços em Nova York. Foto: Canva
Cotações em Nova York
Na ICE, o contrato Jul/26 encerrou a semana cotado a 65,26 centavos de dólar por libra-peso, o que representa queda de 2,7% em relação ao fim de janeiro. Da mesma forma, o contrato Dez/26 fechou a 68,00 centavos, com recuo de 1,4% no mesmo comparativo.
Basis e demanda pelo algodão brasileiro
Mesmo com os preços futuros em níveis deprimidos, o algodão brasileiro seguiu apresentando bom desempenho no mercado internacional. O basis médio posto Leste da Ásia ficou em 751 pontos, para embarques entre março e abril de 2026, sinalizando demanda consistente pela pluma nacional.
Além disso, compradores seguem relatando satisfação com a qualidade da fibra brasileira, especialmente em relação ao comprimento. Por isso, o produto mantém competitividade mesmo em um ambiente global adverso.
Fatores que pressionam o mercado
Entre os principais fatores baixistas, destaca-se a manutenção de uma forte posição vendida por parte dos fundos. Ao mesmo tempo, o avanço do open interest combinado à queda de preços reforça a entrada de novos vendedores no mercado.
Somado a isso, a maior necessidade de venda física por parte dos produtores, em função da demanda por caixa e da entrada da nova safra, amplia a oferta disponível. Além disso, a redução da atividade comercial na China, provocada pelo feriado do Ano Novo Lunar, enfraquece a demanda no curto prazo.
Sinais de sustentação
Por outro lado, a queda das cotações em Nova York estimulou compras oportunistas por parte de fiações asiáticas, principalmente para embarques próximos. Esse movimento ajudou a evitar uma retração ainda mais intensa no mercado físico.
Além disso, as exportações semanais dos Estados Unidos continuam mostrando melhora no ritmo de embarques. Da mesma forma, o diferencial entre preços domésticos e internacionais na China segue favorável às importações, mantendo o interesse das fiações chinesas pelo mercado externo.
Brasil exportações beneficiamento e plantio
Em janeiro de 2026, as exportações brasileiras de algodão totalizaram 316,8 mil toneladas. Ainda que o volume represente queda de 23,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior, o país segue como um dos principais fornecedores globais.
Enquanto isso, o beneficiamento da safra 2024/25 está praticamente concluído no Brasil, com 99,09% do total processado. Paralelamente, o plantio da safra 2025/26 alcançou 89,19% da área prevista, com avanço consistente nos principais estados produtores.
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