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Algodão evidencia impacto social e ambiental no Dia do Agronegócio

Indicadores reforçam a contribuição da cotonicultura para o desenvolvimento sustentável em municípios do interior do Brasil

Algodão evidencia impacto social e ambiental no Dia do Agronegócio

Produção de algodão em município do interior brasileiro evidencia geração de renda, avanço social e práticas sustentáveis no campo. Foto: Canva

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Foto do autor Redação RuralNews
25/02/2026 |

No Dia do Agronegócio, a cadeia do algodão brasileiro destaca um cenário que vai além da exportação de commodities. Indicadores socioeconômicos e ambientais apontam a cotonicultura como vetor de desenvolvimento regional, com geração de renda, avanço social e preservação ambiental em municípios do interior do país.

Para a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), a data é oportunidade para ampliar o diálogo sobre a relevância do setor. “O algodão envolve responsabilidade socioambiental ao longo de toda a cadeia, do plantio ao produto final”, afirma o diretor executivo da entidade, Marcio Portocarrero.

Crescimento populacional e avanço social

Municípios com forte presença da cotonicultura registraram crescimento populacional acima da média nacional entre 2000 e 2022. É o caso de Campo Verde, Primavera do Leste e Sapezal, no Mato Grosso, além de Luís Eduardo Magalhães, na Bahia.

Campo Verde passou de 17 mil para 45 mil habitantes no período, enquanto Primavera do Leste saiu de 36 mil para 85 mil moradores. Sapezal quase quadruplicou a população, saltando de 8 mil para 29 mil habitantes. Já Luís Eduardo Magalhães apresentou o crescimento mais expressivo, passando de 19 mil para 108 mil moradores em pouco mais de duas décadas.

O avanço populacional veio acompanhado de melhora nos indicadores de desenvolvimento. Dados do Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) mostram evolução consistente entre 2013 e 2023 nos quatro municípios, com resultados considerados de alto desenvolvimento, refletindo melhorias em renda, educação e saúde.

Certificação como base do desempenho

Parte desse desempenho está associada ao programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), coordenado pela Abrapa desde 2012. A certificação estabelece critérios socioambientais e trabalhistas para a produção, assegurando boas práticas em toda a cadeia produtiva. Atualmente, 81% da produção nacional de algodão é certificada pelo ABR.

Estudo conduzido pela Universidade Federal de Viçosa em municípios do Oeste da Bahia indica que, para cada R$ 1 investido pela Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) no programa, são gerados R$ 5,09 em retorno socioeconômico local. Entre os impactos apontados estão a melhoria das condições de trabalho, fortalecimento da governança nas propriedades e maior integração com as comunidades.

De acordo com a pesquisa, 94% dos produtores reconhecem que a certificação influencia positivamente o valor da pluma, além de contribuir para qualificação da mão de obra e organização produtiva.

Ao mensurar de forma sistemática os efeitos do investimento em sustentabilidade, o levantamento consolida evidências de que a economia do algodão gera impactos que ultrapassam a porteira. “Organização setorial, governança e responsabilidade ambiental produzem efeitos duradouros sobre o desenvolvimento regional”, afirma Portocarrero.

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Editor RuralNews
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TAGS: #Algodão # Impacto Social
# Ambiental # Dia do Agronegócio # Abrapa # Abapa
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