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Planejamento forrageiro fortalece gestão na pecuária de leite

Especialista apresentou alternativas de forragens e estratégias de eficiência durante reunião da Comissão Técnica do Sistema FAEP

Planejamento forrageiro fortalece gestão na pecuária de leite

Planejamento de forragens e controle de estoques ganham destaque como estratégias para reduzir custos na produção de leite. Foto: Canva

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Foto do autor Redação RuralNews
26/02/2026 |

O cenário de preços baixos e custos elevados pressiona os produtores de leite no Paraná. Diante dessa realidade, o planejamento forrageiro e o controle de estoques ganham importância para reduzir desperdícios e preservar a rentabilidade. O tema foi debatido em reunião da Comissão Técnica de Bovinocultura de Leite do Sistema FAEP, realizada no dia 24.

O especialista André Ostrensky, docente da Pontificia Universidade Catolica do Parana, conduziu a palestra “Produzir leite quando a conta não fecha: alternativas de forragens e eficiência em tempos de margem apertada”. Ele apresentou práticas de médio e longo prazos para ajudar o produtor a atravessar o atual momento da atividade.

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Segundo Ostrensky, muitos pecuaristas se concentram apenas na rotina diária e deixam o planejamento de lado. Essa falta de organização pode comprometer o fornecimento de alimento ao rebanho em períodos críticos, como o fim do inverno e o início da primavera, quando a silagem pode se tornar insuficiente.

O presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, destacou que iniciativas como a reunião técnica ampliam o acesso ao conhecimento e ajudam o produtor a identificar alternativas viáveis dentro da propriedade.

Alternativas de forragens e eficiência produtiva

Durante a apresentação, Ostrensky detalhou as principais opções de forragens conservadas. A silagem de milho segue como a alternativa de melhor custo-benefício, com teor de amido entre 30% e 40%, essencial para sustentar altas produções de leite.

Como opção complementar, o especialista citou a silagem de sorgo. A cultura apresenta maior tolerância à seca e custo inferior, embora exija atenção no processamento dos grãos, que são menores.

Para o período de entressafra, ele apontou as silagens de inverno, como aveia e cevada. Na fazenda universitária da PUCPR, a silagem de aveia integra a dieta das vacas na quantidade de seis a oito quilos por dia, reduzindo a dependência do milho. Embora tenha teor de amido mais baixo, entre 10% e 12%, a estratégia ajuda a diminuir custos sem comprometer a alimentação do rebanho.

O especialista reforçou que decisões técnicas baseadas em dados são essenciais para melhorar os resultados. Segundo ele, a eficiência envolve desde a escolha das forragens até a renovação do rebanho com animais mais produtivos. Quando essas medidas são bem administradas, contribuem para equilibrar as contas da atividade leiteira.

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Editor RuralNews
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TAGS: #Planejamento # Gestão
# Pecuária de Leite # Sistema FAEP # Forragens # Produção de leite
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