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Dólar pressiona custo e importação de fertilizantes cai em MS

Importação de fertilizantes cai em MS e dólar elevado pressiona custo da safra e relação de troca com a soja

Dólar pressiona custo e importação de fertilizantes cai em MS

Alta do dólar pressiona custo dos fertilizantes e preocupa produtores. Foto: Aprosoja MS / Divulgação

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Foto do autor Francieli Galo
05/03/2026 |

A importação de fertilizantes em Mato Grosso do Sul começou 2026 em ritmo mais lento. Dados da Secretaria de Comércio Exterior, compilados pela Aprosoja/MS, mostram que o Estado importou 3,50 mil toneladas em janeiro, volume 69,63% menor do que o registrado no mesmo período do ano passado.

A retração foi puxada principalmente pelos fertilizantes nitrogenados, que tiveram queda de 69,05% nas compras externas. Já os fertilizantes potássicos e fosfatados não registraram importações no primeiro mês do ano.

No cenário nacional, o Brasil importou 2,88 milhões de toneladas de fertilizantes em janeiro de 2026, uma redução de 4,37% em relação ao mesmo mês de 2025. Enquanto as compras de nitrogenados recuaram 11,77%, as importações de potássio cresceram 11,41% e as de fosfato avançaram 28,25%.

Entre os principais fornecedores de fertilizantes ao Brasil estão China, Rússia e Canadá, o que evidencia a forte dependência do país em relação ao mercado externo para abastecer a produção agrícola.

Além da retração nas importações, os produtores enfrentam uma piora na relação de troca entre soja e fertilizantes. Esse indicador mede quantas sacas de soja são necessárias para adquirir uma tonelada do insumo. Quando a relação se deteriora, o produtor precisa entregar mais grãos para pagar o mesmo volume de fertilizante.

A valorização do dólar é um dos fatores centrais desse movimento. Como os fertilizantes são negociados em moeda americana, a alta cambial eleva os preços no mercado interno e aumenta o custo por hectare nas lavouras de soja e milho. Ao mesmo tempo, as oscilações no preço da soja influenciam diretamente o poder de compra do produtor.

Segundo o analista de economia da Aprosoja/MS, Mateus Fernandes, o cenário exige atenção redobrada no planejamento da safra.

De acordo com ele, quando o dólar se valoriza, o fertilizante fica automaticamente mais caro no mercado interno. Caso o preço da soja não acompanhe essa alta, o produtor precisa entregar mais sacas para adquirir a mesma quantidade de insumo, o que reduz as margens e aumenta o risco da safra.

Diante desse cenário, especialistas reforçam a importância do planejamento financeiro nas propriedades rurais, com acompanhamento do câmbio, avaliação do melhor momento de compra e estratégias para proteger a rentabilidade da produção.

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Editor RuralNews
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TAGS: #Dólar # Custo
# Importação # Fertilizantes # MS # Safra