Preço do bezerro passa de R$ 3 mil na maioria das praças
Menor oferta de machos e demanda aquecida pela reposição impulsionam valorização do animal neste início de ano
Valorização do bezerro reflete menor oferta e demanda aquecida por reposição. Foto: Luiz Antonio Dias / Divulgação
Os preços do bezerro nelore de 8 a 12 meses seguem em trajetória de alta desde o fim de 2025 e já superam R$ 3 mil por cabeça na maior parte das regiões pecuárias monitoradas pelo Cepea. O movimento reflete a menor oferta de animais machos para reposição e a demanda aquecida por parte dos pecuaristas terminadores.
Entre as 28 praças acompanhadas, a valorização é generalizada. Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, o bezerro foi negociado em fevereiro por uma média de R$ 3.158,74 por cabeça, segundo o indicador calculado pelo Cepea em parceria com a Esalq. Em termos reais — com valores corrigidos pelo IGP-DI — esse é o maior patamar registrado desde dezembro de 2021.
No início de março, a tendência de valorização continua. A média parcial do mês já alcança R$ 3.236,30 por cabeça, reforçando o movimento de alta observado no mercado de reposição. Em comparação com o mesmo período do ano passado, o preço do animal em Mato Grosso do Sul acumula alta superior a 20%.
Pesquisadores do Cepea explicam que a valorização está relacionada à menor disponibilidade de machos no mercado e ao aumento da procura por parte de pecuaristas que precisam recompor os plantéis após a venda de bois prontos para abate.
Outro fator que contribui para os preços elevados é o comportamento sazonal do mercado. Historicamente, março e maio costumam registrar os maiores valores do bezerro, período em que os terminadores intensificam a compra de animais para substituir os bois gordos que deixam as fazendas.
Além disso, a forte demanda da indústria frigorífica por novos lotes de boi gordo, especialmente para atender às exportações, mantém os pecuaristas ativos na aquisição de animais para reposição, como bezerros e bois magros, sustentando a firmeza das cotações.
