Paraná lidera exportação de suínos e soja chega a 37% da colheita
Genética suína puxa exportações, proteína animal mantém margens e safra avança dentro da janela ideal no campo
Foto: Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento
O Paraná mantém a dianteira na exportação de suínos reprodutores de raça pura. Em 2025, o Estado respondeu por 62,1% da receita nacional desse mercado, somando US$ 1,087 milhão. O principal destino foi o Paraguai, mas a genética paranaense também abastece Argentina, Uruguai e Bolívia. O resultado reforça o padrão sanitário e o nível tecnológico do rebanho.
Na carne bovina, o Brasil exportou 258,9 mil toneladas no período, alta superior a 25% sobre o ano passado. A cota chinesa, limitada a 1,1 milhão de toneladas, já teve mais de 10% utilizada só em janeiro e pode influenciar os preços ao longo do ano. No mercado interno, cortes seguem valorizados — o filé mignon acumula alta de 17% em 12 meses.
Na avicultura, o produtor fechou 2025 com margem positiva. O custo do frango vivo caiu para R$ 4,65/kg (-2,9%), enquanto o preço médio recebido foi de R$ 4,92/kg, garantindo rentabilidade.
Safra avança dentro da normalidade - A soja mantém projeção de 22,12 milhões de toneladas na safra 2025/26. Até agora, 37% dos 5,77 milhões de hectares foram colhidos, ritmo considerado normal.
O milho deve somar 21,1 milhões de toneladas nas duas safras. A primeira já tem 42% colhida e a segunda está com 45% da área plantada. Houve recuperação de área na primeira safra, com expectativa de cerca de 3,6 milhões de toneladas.
O feijão reduziu área na segunda safra, movimento de cautela do produtor. Já o tomate, em transição entre ciclos, registrou alta ao consumidor em janeiro, mas os preços começaram a ceder no atacado em fevereiro.
O cenário mostra um agro paranaense ajustado: proteína animal firme no mercado e grãos seguindo dentro da janela estratégica.
