Exportações de tabaco crescem quase 18% e alcançam recorde no primeiro quadrimestre de 2025
Produto movimenta bilhões em divisas e tributos, gerando mais de 40 mil empregos especialmente para os estados do Sul do país
Foto: SindiTabaco / Divulgação
As exportações brasileiras de tabaco registraram um desempenho expressivo nos primeiros quatro meses de 2025, superando os resultados do ano anterior e atingindo o melhor resultado da última década para o período. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC/ComexStat), entre janeiro e abril foram exportados US$ 907,6 milhões em tabaco, um crescimento de 17,87% em relação ao mesmo período de 2024, que totalizou US$ 776,6 milhões.
Em volume, foram embarcadas 133.484 toneladas de tabaco, aumento de 4% em comparação com os primeiros quatro meses do ano passado. Esse avanço reforça a relevância do produto para a balança comercial brasileira, que vem apresentando uma trajetória positiva ao longo da última década.
O Rio Grande do Sul, principal produtor nacional, lidera as exportações do setor, com US$ 739,7 milhões gerados no primeiro quadrimestre de 2025, valor 12,1% superior ao registrado no mesmo período de 2024. O tabaco foi o principal produto exportado pelo estado nesse intervalo, seguido por suínos, aves e cereais.
De acordo com a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), o tabaco foi o produto mais exportado em janeiro, com US$ 405,1 milhões. Em fevereiro, ficou em segundo lugar, com US$ 131,7 milhões, atrás apenas dos alimentos. Em março e abril, as exportações somaram, respectivamente, US$ 122,4 milhões e US$ 143,2 milhões.
Valmor Thesing, presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), destaca a importância econômica do setor para a Região Sul. Segundo ele, o setor gera mais de 40 mil empregos diretos e contribui com cerca de R$ 17 bilhões em tributos anuais. A previsão é que, ao fim de 2025, as exportações alcancem US$ 3 bilhões, com um crescimento estimado entre 10% e 15% em relação a 2024, conforme pesquisa encomendada à consultoria Deloitte.
Além do impacto econômico direto, o setor investe em sustentabilidade e influencia positivamente as comunidades onde está presente. Os 133 mil produtores rurais recebem R$ 12 bilhões em renda, o que movimenta o comércio e os serviços em mais de 500 municípios produtores.
O tabaco é a principal fonte de renda para pequenas propriedades, que têm em média 14,5 hectares. Essas propriedades são diversificadas e aplicam boas práticas agrícolas, incentivadas pelas indústrias por meio do Sistema Integrado de Produção de Tabaco (SIPT), que apoia a produção sustentável e a agricultura familiar.
