Semeadura do algodão chega ao fim em 97 cidades de GO
Medida fitossanitária busca reduzir infestação do bicudo e proteger a produtividade das lavouras
O prazo para a semeadura do algodão na Região 4 de Goiás se encerra nesta quarta-feira (15), abrangendo 97 municípios do estado. A medida integra o conjunto de ações fitossanitárias estabelecidas para o controle do bicudo-do-algodoeiro, principal praga da cultura, e tem como objetivo reduzir perdas produtivas e econômicas.
A determinação está prevista na Instrução Normativa nº 5/2025 da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), que define os períodos de plantio conforme as características regionais. O cumprimento do calendário é considerado uma estratégia fundamental para limitar a proliferação do inseto, ao reduzir o período disponível para sua reprodução.
Segundo a Agrodefesa, o alinhamento entre os produtores quanto à janela de plantio contribui diretamente para o manejo mais eficiente da praga. Ao concentrar a semeadura em um período específico, diminui-se a oferta contínua de hospedeiros, fator que favoreceria a multiplicação do bicudo nas lavouras.
Além do respeito ao calendário, os produtores devem cumprir outras exigências obrigatórias, como o cadastro das áreas plantadas no Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás (Sidago). O prazo para realizar o registro é de até 30 dias após a semeadura, sendo necessário também efetuar o pagamento da taxa para validação do processo. O não cumprimento pode resultar em sanções administrativas.
A Região 4 engloba municípios importantes para a cotonicultura goiana, como Goianésia, Ceres, Itaberaí, Jaraguá e Uruaçu, entre outros. Nessas áreas, o período autorizado para o plantio teve início em 21 de janeiro e se encerra agora em 15 de abril.
O calendário fitossanitário do algodão em Goiás também estabelece períodos de vazio sanitário, etapa complementar no controle do bicudo. Para a Região 4, esse intervalo ocorre entre 10 de novembro e 20 de janeiro, período em que não é permitida a presença de plantas vivas de algodão nas áreas produtoras.
A adoção conjunta dessas medidas — calendário de semeadura, vazio sanitário e cadastro das lavouras — é considerada essencial para manter a sanidade da cultura e garantir a sustentabilidade da produção de algodão no estado.