Produtividade recorde, escoamento lento e mercado travado marcam cenário da soja no Brasil
Comercialização lenta, qualidade irregular e pressão nos silos marcam a realidade da soja em estados como RS, PR e MS
Por: Redação RuralNews
No Rio Grande do Sul, a colheita foi finalizada, mas com produtividade abaixo do esperado, ficando em 2,13 toneladas por hectare. A redução de 4% na produção total e os problemas pontuais de qualidade dificultam a valorização do produto. A lentidão nas vendas mantém os estoques retidos, pressionando a infraestrutura de armazenagem e o fluxo de caixa dos produtores.
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Em Santa Catarina, a comercialização da soja está praticamente paralisada, resultado direto da queda nos preços internacionais e retração dos prêmios de exportação. Com o frete sob responsabilidade do comprador e os custos logísticos em alta, os produtores preferem manter a soja estocada, o que pressiona a capacidade dos armazéns. A colheita está praticamente concluída no estado.
O Paraná também finalizou a colheita e agora inicia o vazio sanitário, essencial para o controle da ferrugem asiática. O estado lida com desafios comerciais diante de prêmios estáveis, problemas de qualidade das lavouras por conta das chuvas e pressão logística crescente. As margens apertadas exigem estratégias sofisticadas dos produtores.
No Mato Grosso do Sul, a safra 2024/2025 foi recorde, com produtividade média de 54,4 sacas por hectare e produção estimada em 14,6 milhões de toneladas, aumento de 11,4% em relação ao ciclo anterior. Apesar disso, a comercialização é lenta, e a proximidade do vazio sanitário, que começa em 15 de junho, exige agilidade no escoamento para evitar a presença de plantas vivas.
Já no Mato Grosso, maior estado produtor do país, a perspectiva é de queda na produção da próxima safra, com retração estimada de até 7,29%, mesmo com leve aumento na área plantada. A demanda também deve recuar, impactando o escoamento e os estoques finais, que devem encolher 21,76%. A safra atual ainda conta com elevados estoques, indicando retenção por parte dos produtores.
A região do MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) segue avançando com a colheita. O Piauí deve atingir recorde de 6,56 milhões de toneladas em grãos, sendo 4,05 milhões de toneladas apenas de soja. A pressão recai agora sobre a infraestrutura e a comercialização, com destaque para investimentos no Anel Rodoviário da Soja no Piauí. O déficit de armazenagem, no entanto, segue como entrave.
Em Goiás, a safra 2024/2025 foi recorde, e o estado aposta na agregação de valor para impulsionar o mercado. A produção crescente caminha junto com investimentos em processamento local, estratégia que visa equilibrar os impactos da pressão internacional sobre os preços.
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Texto publicado originalmente em Notícias
Em Santa Catarina, a comercialização da soja está praticamente paralisada, resultado direto da queda nos preços internacionais e retração dos prêmios de exportação. Com o frete sob responsabilidade do comprador e os custos logísticos em alta, os produtores preferem manter a soja estocada, o que pressiona a capacidade dos armazéns. A colheita está praticamente concluída no estado.
Apesar da supersafra em alguns estados, gargalos logísticos e mercado retraído desafiam o escoamento da soja brasileira. Foto: Canva
O Paraná também finalizou a colheita e agora inicia o vazio sanitário, essencial para o controle da ferrugem asiática. O estado lida com desafios comerciais diante de prêmios estáveis, problemas de qualidade das lavouras por conta das chuvas e pressão logística crescente. As margens apertadas exigem estratégias sofisticadas dos produtores.
No Mato Grosso do Sul, a safra 2024/2025 foi recorde, com produtividade média de 54,4 sacas por hectare e produção estimada em 14,6 milhões de toneladas, aumento de 11,4% em relação ao ciclo anterior. Apesar disso, a comercialização é lenta, e a proximidade do vazio sanitário, que começa em 15 de junho, exige agilidade no escoamento para evitar a presença de plantas vivas.
Já no Mato Grosso, maior estado produtor do país, a perspectiva é de queda na produção da próxima safra, com retração estimada de até 7,29%, mesmo com leve aumento na área plantada. A demanda também deve recuar, impactando o escoamento e os estoques finais, que devem encolher 21,76%. A safra atual ainda conta com elevados estoques, indicando retenção por parte dos produtores.
A região do MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) segue avançando com a colheita. O Piauí deve atingir recorde de 6,56 milhões de toneladas em grãos, sendo 4,05 milhões de toneladas apenas de soja. A pressão recai agora sobre a infraestrutura e a comercialização, com destaque para investimentos no Anel Rodoviário da Soja no Piauí. O déficit de armazenagem, no entanto, segue como entrave.
Em Goiás, a safra 2024/2025 foi recorde, e o estado aposta na agregação de valor para impulsionar o mercado. A produção crescente caminha junto com investimentos em processamento local, estratégia que visa equilibrar os impactos da pressão internacional sobre os preços.
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