Soja enfrenta atrasos e prejuízos com chuvas em MT
Excesso de precipitações compromete qualidade do grão, dificulta escoamento e coloca parte do milho safrinha fora da janela ideal
Por: Redação RuralNews
Em muitas propriedades, os últimos talhões apresentam deterioração visível, com soja brotando nas vagens e grãos acima do padrão exigido pelos armazéns. O cenário preocupa produtores e lideranças do setor.
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O vice-presidente da Aprosoja MT, Luiz Pedro Bier, afirma que a entidade acompanha com atenção a evolução da colheita. Segundo ele, já são mais de 30 dias de chuvas intensas e contínuas em diversas regiões, dificultando o avanço das máquinas e ampliando os prejuízos.
Diante do aumento dos descontos por umidade e grãos avariados, a entidade orienta que os produtores busquem apoio no programa Classificador Legal, que auxilia na conferência da classificação da soja e dá mais segurança no momento da comercialização.
Levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuaria aponta que a colheita da safra 2025/26 já ultrapassou 65% da área plantada, mas o ritmo desacelerou nas últimas semanas devido às chuvas frequentes. A consequência tem sido perda de qualidade, redução de produtividade e impacto direto na rentabilidade.
No extremo Norte do Estado, onde o volume acumulado foi ainda maior, há relatos de produtores que colheram 100% da área, enquanto outros ainda não alcançaram metade do total. Em comum, todos registram perdas por avarias e alta umidade dos grãos.
Um levantamento realizado em parceria entre o IMEA e a Secretaria Municipal de Agricultura de Marcelândia aponta prejuízos que podem chegar a aproximadamente R$ 1.800 por hectare, considerando perdas por grãos danificados e descontos aplicados na entrega.
Na região sul, o acumulado de chuvas em fevereiro supera 500 milímetros em diversas localidades. Em áreas mais afetadas, as perdas já se aproximam de 25%, principalmente nos últimos talhões colhidos.
Logística travada e reflexos sobre o milho safrinha
Além dos impactos dentro da lavoura, a logística se tornou um dos principais entraves. Estradas rurais sem pavimentação registram atoleiros, quedas de pontes e interrupções no tráfego, dificultando o escoamento da produção. Há relatos de caminhões que permanecem por dias em filas, aguardando condições para seguir até os armazéns, muitas vezes transportando grãos úmidos e já avariados.
O tráfego intenso em vias fragilizadas pelo excesso de umidade agrava os danos, com registros de veículos tombados e filas prolongadas nos pontos de entrega.
Diante da gravidade do cenário, municípios como Feliz Natal, Matupa e Marcelandia decretaram situação de emergência para acelerar intervenções em estradas e pontes e minimizar os impactos sobre o setor produtivo.
O atraso na colheita da soja já reflete sobre a segunda safra. Embora o plantio do milho siga em andamento, parte da área deverá ser semeada fora da janela ideal, elevando o risco produtivo. Produtores também demonstram preocupação com contratos já firmados e a possibilidade de custos adicionais caso não consigam cumprir os compromissos.
Com custos elevados, endividamento crescente e dificuldades de acesso ao crédito, o prolongamento das chuvas intensifica a pressão financeira sobre o campo. Enquanto acompanham as previsões climáticas, os produtores seguem mobilizados para aproveitar qualquer janela de sol e tentar reduzir os prejuízos de uma safra que, até a reta final, vinha sendo considerada promissora.
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Texto publicado originalmente em Notícias
O vice-presidente da Aprosoja MT, Luiz Pedro Bier, afirma que a entidade acompanha com atenção a evolução da colheita. Segundo ele, já são mais de 30 dias de chuvas intensas e contínuas em diversas regiões, dificultando o avanço das máquinas e ampliando os prejuízos.
Excesso de chuvas compromete qualidade da soja, trava estradas rurais e amplia prejuízos de produtores em diferentes regiões de Mato Grosso. Foto: Mateus Dias / Aprosoja MT
Diante do aumento dos descontos por umidade e grãos avariados, a entidade orienta que os produtores busquem apoio no programa Classificador Legal, que auxilia na conferência da classificação da soja e dá mais segurança no momento da comercialização.
Levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuaria aponta que a colheita da safra 2025/26 já ultrapassou 65% da área plantada, mas o ritmo desacelerou nas últimas semanas devido às chuvas frequentes. A consequência tem sido perda de qualidade, redução de produtividade e impacto direto na rentabilidade.
No extremo Norte do Estado, onde o volume acumulado foi ainda maior, há relatos de produtores que colheram 100% da área, enquanto outros ainda não alcançaram metade do total. Em comum, todos registram perdas por avarias e alta umidade dos grãos.
Um levantamento realizado em parceria entre o IMEA e a Secretaria Municipal de Agricultura de Marcelândia aponta prejuízos que podem chegar a aproximadamente R$ 1.800 por hectare, considerando perdas por grãos danificados e descontos aplicados na entrega.
Na região sul, o acumulado de chuvas em fevereiro supera 500 milímetros em diversas localidades. Em áreas mais afetadas, as perdas já se aproximam de 25%, principalmente nos últimos talhões colhidos.
Logística travada e reflexos sobre o milho safrinha
Além dos impactos dentro da lavoura, a logística se tornou um dos principais entraves. Estradas rurais sem pavimentação registram atoleiros, quedas de pontes e interrupções no tráfego, dificultando o escoamento da produção. Há relatos de caminhões que permanecem por dias em filas, aguardando condições para seguir até os armazéns, muitas vezes transportando grãos úmidos e já avariados.
O tráfego intenso em vias fragilizadas pelo excesso de umidade agrava os danos, com registros de veículos tombados e filas prolongadas nos pontos de entrega.
Diante da gravidade do cenário, municípios como Feliz Natal, Matupa e Marcelandia decretaram situação de emergência para acelerar intervenções em estradas e pontes e minimizar os impactos sobre o setor produtivo.
O atraso na colheita da soja já reflete sobre a segunda safra. Embora o plantio do milho siga em andamento, parte da área deverá ser semeada fora da janela ideal, elevando o risco produtivo. Produtores também demonstram preocupação com contratos já firmados e a possibilidade de custos adicionais caso não consigam cumprir os compromissos.
Com custos elevados, endividamento crescente e dificuldades de acesso ao crédito, o prolongamento das chuvas intensifica a pressão financeira sobre o campo. Enquanto acompanham as previsões climáticas, os produtores seguem mobilizados para aproveitar qualquer janela de sol e tentar reduzir os prejuízos de uma safra que, até a reta final, vinha sendo considerada promissora.
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