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Seab orienta consumidores a evitar desperdício de alimentos

Alimentos fora do padrão estético mantêm valor nutricional e podem ajudar a reduzir o desperdício no País

Seab orienta consumidores a evitar desperdício de alimentos

Frutas e hortaliças fora do padrão estético mantêm qualidade nutricional e não devem ser descartadas. Foto: Seab / Divulgação

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Foto do autor Redação RuralNews
20/01/2026 |

A escolha de frutas, verduras e hortaliças exige atenção no momento da compra. Produtos com mofo, odor forte, textura amolecida ou danos internos devem ser descartados. No entanto, alimentos apenas com aparência irregular continuam próprios para consumo e preservam o valor nutricional. A orientação é da Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab), que alerta para o descarte desnecessário e seus impactos no desperdício de alimentos.

Aparência não define valor nutricional

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Segundo a Seab, aparência fora do padrão não indica perda de qualidade. Formatos irregulares, marcas na casca ou coloração diferente costumam resultar de fatores naturais. Entre eles estão chuvas, ventos, granizo ou pequenos danos durante o desenvolvimento da planta. Em muitos casos, essas características indicam um cultivo com menor intervenção no campo.

De acordo com Márcia Stolarski, chefe do Departamento de Segurança Alimentar e Nutricional da Seab, associar beleza à qualidade nutricional é um mito. Nem todo alimento sai da terra com aparência perfeita. Ainda assim, o produto segue adequado para comercialização e consumo.

Descarte afeta meio ambiente e produtores

Esse comportamento de rejeição amplia o desperdício de alimentos. Além disso, gera impactos ambientais, com aumento da emissão de gases de efeito estufa. Ao mesmo tempo, afeta diretamente o produtor rural. Quando o alimento não é comercializado, há perda financeira e desequilíbrio em toda a cadeia produtiva. Por isso, a conscientização do consumidor torna-se essencial para mudar esse cenário.

Desperdício de alimentos é um problema global

Dados do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente mostram que o mundo desperdiça mais de um bilhão de toneladas de alimentos por ano. Em 2022, o volume chegou a 1,05 bilhão de toneladas, o equivalente a 132 quilos por pessoa. Desse total, a maior parte ocorre dentro das residências. Em seguida aparecem os serviços de alimentação e o varejo. Esse desperdício responde por até 10% das emissões globais de gases de efeito estufa.

Paraná amplia políticas de segurança alimentar

Diante desse cenário, o Paraná mantém políticas públicas permanentes voltadas à segurança alimentar. Desde 2019, o Estado desenvolve programas que ampliam o acesso aos alimentos e reduzem perdas ao longo da cadeia produtiva.

Entre as iniciativas está o Banco de Alimentos Comida Boa. O programa reaproveita excedentes das Centrais de Abastecimento do Paraná e transforma os produtos para atender pessoas em situação de vulnerabilidade. Atualmente, o projeto doa mais de 600 toneladas de alimentos por mês e atende cerca de 160 mil pessoas.

Programas fortalecem acesso e reduzem perdas

Outra ação é o programa Mais Merenda, que garante até cinco refeições diárias a estudantes da rede estadual. Em 2025, cerca de 1 milhão de alunos foram atendidos, com a distribuição de aproximadamente 5 mil toneladas de alimentos orgânicos.

Além disso, o Cartão Comida Boa atende mensalmente mais de 112 mil famílias em situação de vulnerabilidade social. O programa garante recurso financeiro para a compra de alimentos e já beneficiou mais de 545 mil famílias desde 2021.

Já o Compra Direta Paraná fortalece a agricultura familiar ao destinar alimentos a restaurantes populares, cozinhas comunitárias, hospitais filantrópicos e unidades de assistência social. Em 2025, o programa recebeu R$ 77 milhões do Fundo Estadual de Combate à Pobreza.

Plano estadual orienta ações até 2027

No fim do ano passado, o Paraná lançou o IV Plano Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional 2024–2027. O documento orienta políticas públicas com foco em sistemas alimentares sustentáveis, redução do desperdício e valorização dos hábitos alimentares da população.

Como diferenciar alimento feio de alimento estragado?

Para evitar erros na escolha, a recomendação é observar sinais claros. Cheiro forte, presença de mofo e textura comprometida indicam descarte. Por outro lado, pequenas marcas externas não afetam a qualidade do alimento.

Segundo o engenheiro agrônomo Raphael Branco de Araújo, do IDR-Paraná, essas marcas surgem como resposta natural da planta a danos superficiais. Pequenos impactos geram cicatrizes, mas não comprometem o produto. Dessa forma, escolher com consciência ajuda a reduzir perdas, valorizar o produtor e promover sustentabilidade.

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Editor RuralNews
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TAGS: #Aparência # Qualidade
# Seab # Nutrição # PR # Frutas
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