Federarroz orienta produtores a aderir a leilões de apoio
Entidade recomenda que produtores de arroz do Rio Grande do Sul participem dos leilões Pepro e PEP para reduzir estoques, amenizar prejuízos e equilibrar o mercado antes da próxima safra
Produtores de arroz do Rio Grande do Sul enfrentam prejuízos e buscam apoio nos leilões federais de comercialização. Foto: Paulo Rossi / Divulgação
A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) orienta os produtores gaúchos a aderirem aos leilões de apoio à comercialização e ao escoamento de arroz anunciados pelo governo federal. A recomendação ocorre em meio à crise enfrentada pelo setor orizícola no estado.
A orientação consta em nota divulgada pela entidade após a publicação de portaria interministerial dos ministérios da Agricultura e Pecuária, da Fazenda, do Planejamento e Orçamento e do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura Familiar. O ato autoriza a realização de leilões com subvenção econômica por meio do Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) e do Prêmio para Escoamento de Produto (PEP).
No comunicado, a Federarroz destaca que a adesão aos mecanismos previstos no edital representa uma medida estratégica neste momento. Segundo a entidade, esta pode ser a última oportunidade de acesso a instrumentos desse tipo antes do início da colheita da safra 2025/2026.
A participação nos leilões, conforme avalia a Federação, pode ajudar a reduzir os estoques de passagem nos próximos meses. Além disso, a medida contribui para a recomposição do mercado e para a formação de preços mais alinhados à realidade do setor na próxima safra.
Atualmente, os produtores de arroz acumulam prejuízos médios entre R$ 20,00 e R$ 30,00 por saca comercializada. De acordo com a Federarroz, a manutenção desse cenário pode inviabilizar a atividade no Rio Grande do Sul, estado responsável por mais de 70% da produção nacional.
A entidade alerta ainda que a continuidade da crise coloca em risco a segurança alimentar do país a partir do próximo ano. Por isso, reforça a necessidade de uma resposta imediata para mitigar os impactos sobre a orizicultura gaúcha.
