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Milho recua em Chicago apesar de exportações fortes

Exportações aquecidas sustentam o milho no mercado internacional, enquanto preços internos seguem pressionados no Brasil

Milho recua em Chicago apesar de exportações fortes

Mercado externo segue aquecido, enquanto preços internos sentem pressão com avanço da safra. Foto: Canva

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Foto do autor Camilo Motter
26/01/2026 |

O milho iniciou a semana com leve recuo nos contratos futuros da Bolsa de Chicago. De acordo com a Granoeste, na manhã desta segunda-feira o contrato março era cotado a US$ 4,29 por bushel. Na sexta-feira, os preços haviam registrado ganhos entre 1 e 2 pontos e encerraram a semana com valorização próxima de 1%.

No mercado brasileiro de futuros, a B3 apresentou movimento positivo. O contrato março operava a R$ 69,20, ante R$ 68,84 no fechamento anterior, enquanto a posição maio era negociada a R$ 68,60, frente a R$ 68,42.

No cenário internacional, as exportações de milho dos Estados Unidos seguem em ritmo elevado. Na semana anterior, as vendas externas somaram 4 milhões de toneladas, um dos maiores volumes já registrados para o período, ficando atrás apenas das marcas de 1999 e 2021. Desde o início do ano comercial, em setembro, as vendas acumulam 56 milhões de toneladas, acima das 41,9 milhões do mesmo intervalo da temporada passada.

Os embarques norte-americanos também avançam de forma consistente e já atingem 29,9 milhões de toneladas. Esse volume representa aumento de 55% em relação ao registrado no mesmo período do ciclo anterior, reforçando o bom desempenho da demanda externa.

Mercado brasileiro

No Brasil, o mercado interno segue pressionado. A entrada do milho verão em algumas regiões, somada à logística concentrada na soja, limita a reação dos preços. De acordo com o levantamento da Safras Mercado, a colheita do milho verão alcança 6,4% da área, abaixo dos 10,3% do mesmo período do ano passado e da média histórica de 9%.

No Rio Grande do Sul, os trabalhos já atingem 21,3% da área. Em Santa Catarina, o índice chega a 4,9%, enquanto no Paraná a colheita ainda avança lentamente. Já no Mato Grosso, dados do IMEA indicam que o plantio da safrinha alcança 7,7%, acima dos 1,1% registrados no ano anterior.

No mercado físico, as indicações de compra no oeste do Paraná são pontuais, variando entre R$ 61,00 e R$ 63,00 por saca. Em Paranaguá, há apenas referências entre R$ 68,00 e R$ 70,00, conforme prazo de pagamento e características do lote.

O câmbio opera estável, próximo de R$ 5,28, após fechar a sessão anterior a R$ 5,286. Segundo a Granoeste, o comportamento do dólar segue como fator de atenção para a formação dos preços no mercado interno.

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Editor RuralNews
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