Comissão de Mulheres da FAEP alinha diretrizes de atuação
Propostas envolvem o fortalecimento da atuação no campo e o reforço do espírito de liderança
Criada com o objetivo de fortalecer a representatividade feminina no campo, a Comissão Estadual de Mulheres da FAEP deu seus primeiros passos. Para cumprir esse propósito, 15 produtoras rurais, de diversas regiões do Paraná, estiveram reunidas, nos dias 22 e 23 de fevereiro, em Curitiba, para dar início ao planejamento estratégico e definir as metas de trabalho. Neste primeiro encontro, realizado no formato de workshop, as participantes trocaram experiências e compartilharam suas histórias. Além da definição de objetivos e ações, o grupo também vai participar do processo de criação da identidade visual da Comissão.
Entre as participantes do encontro, muitas mulheres com perfis de liderança. Durante a apresentação, elas contaram suas histórias, destacaram o envolvimento com o agro e o sistema sindical e expuseram suas expectativas em relação à Comissão. Além de compartilharem suas experiências, as participantes também foram apresentadas com maior profundidade ao trabalho da FAEP, dos sindicatos rurais e estrutura do sistema sindical no Paraná.
A coordenadora da Comissão Estadual das Mulheres da FAEP, Lisiane Rocha Czech, que também está à frente do Sindicato Rural de Teixeira Soares, definiu o trabalho como uma grande responsabilidade, mas também uma colaboração extremamente positiva.
“Quando eu recebi o convite para presidir esse movimento, foi uma surpresa muito boa, porque eu sentia que FAEP precisava ter um trabalho específico voltado para a liderança feminina. Tive receios, mas logo surgiu a ideia de formar esse grupo de coordenação, em que eu pude convidar mulheres representantes de todo o Estado para colaborar nesse processo de criação e, assim, crescermos e trabalharmos juntas”, destaca Lisiane.
Além da proposta de fortalecimento do espírito de liderança nas mulheres, Lisiane esclarece que a Comissão também será uma oportunidade para o crescimento mútuo entre elas e a família rural. “Queremos encorajar as mulheres, mostrar que elas têm um potencial que pode ser usado para ocupar espaços junto no sistema, em união com seus esposos, suas famílias e toda a classe de produtores rurais. O objetivo é somar”, afirma a coordenadora.
Segundo a técnica do Departamento Sindical da FAEP Kelli Cardoso, que esteve à frente da organização do evento, a proposta é que as mulheres estejam envolvidas no processo de estruturação da Comissão desde as primeiras decisões. “É importante que tenha essa coparticipação para que se sintam pertencentes. Afinal, a Comissão Estadual de Mulheres veio para atender aos anseios destas produtoras rurais. Nada mais justo que seja criado com elas”, disse Kelli.
Troca de experiênciasUm dos destaques do workshop foi a possibilidade de as participantes aprenderem umas com as outras, compartilhando experiências e estreitando relacionamentos. A produtora rural Ana Cristina Versari atua como presidente na Comissão de Mulheres do Sindicato Rural de Maringá, na região Norte. Com este trabalho, Ana Cristina acredita que é possível gerar impactos na forma de pensar das mulheres e, assim, trazê-las para mais perto do sistema sindical.
“De acordo com tudo o que nós realizamos até hoje, momentos e eventos exclusivos para as mulheres rurais, temos a certeza que elas podem replicar para seu cotidiano. Essa é a nossa preocupação, seja na Comissão em Maringá ou na FAEP, fazer um trabalho que possa repercutir na vida delas e, consequentemente, para aqueles que trabalham com o agro”, afirma Ana Cristina. “A FAEP tem tudo o que é necessário para poder implementar ações que promovam a conscientização, o conhecimento e o atuar dessas mulheres”, complementa Ana Cristina.
De Chopinzinho, no Sudoeste do Estado, a produtora Marisa Mior Acorsi está familiarizada com questões como o autoconhecimento e o empreendedorismo junto ao público feminino e, dessa forma, acredita que vai poder contribuir com o fortalecimento do potencial destas mulheres por meio da Comissão.
“A minha expectativa é que, realmente, possamos alavancar a participação das mulheres. Que elas vejam a importância nas propriedades rurais e que possam somar junto à família”, define Marisa. “Queremos que elas se sintam valorizadas e preparadas. E que sintam que a FAEP e o sindicato também são a casa delas”, reforça.
