Comissão Nacional das Mulheres da CNA faz balanço de 2025
Reunião de encerramento do ano avaliou resultados, destacou atuação na COP30 e definiu prioridades para 2026
Integrantes da Comissão Nacional das Mulheres do Agro da CNA participaram da última reunião do ano, em Brasília. Foto: CNA / Divulgação
A Comissão Nacional das Mulheres do Agro da CNA realizou, na terça-feira (16), a última reunião de 2025. O encontro teve como objetivo avaliar os resultados do ano e discutir as ações previstas para 2026.
A presidente da comissão, Stéphanie Ferreira, e a vice-presidente, Simone de Paula, abriram a reunião. O encontro contou ainda com a participação do diretor técnico da CNA, Bruno Lucchi, que apresentou um balanço da atuação do setor agropecuário na Conferência do Clima (COP30).
Durante sua apresentação, Lucchi detalhou a programação desenvolvida na Blue Zone e na AgriZone. Segundo ele, a agenda incluiu dias temáticos por cadeia produtiva, palestras, lançamento de estudos e reuniões internacionais. Além disso, as ações tiveram como foco a divulgação da imagem do agro brasileiro.
De acordo com o diretor técnico, a estratégia buscou mostrar, de forma objetiva, o que o setor já realiza em relação às mudanças climáticas. “Apesar da imagem inicial de uma COP associada apenas à floresta, conseguimos reverter a percepção negativa do agro no cenário internacional”, afirmou.
Lucchi também destacou que o Sistema CNA levou conteúdos relevantes e ampliou o diálogo com públicos fora do setor. Como resultado, foi possível avançar no debate sobre o Plano Clima e reduzir a visão do agro como vilão das alterações climáticas. “Anulamos a carga negativa que havia sobre o setor. Foi muito positivo”, reforçou.
Planejamento para 2026 e fortalecimento feminino
Ao tratar das perspectivas para 2026, Bruno Lucchi ressaltou que a CNA seguirá investindo no fortalecimento do sistema sindical. De acordo com ele, o objetivo é garantir uma representação sólida e uma defesa legítima do produtor rural brasileiro. “O próximo ano será desafiador, e precisamos estar preparados para o que está por vir”, concluiu.
A reunião também abriu espaço para a apresentação de iniciativas voltadas à liderança feminina. As integrantes discutiram as ações do Grupo de Mulheres da Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg).
A gerente da Gerência de Mulher, Jovem e Inovação, Silvana Novais, e a presidente da Comissão de Mulheres da Faemg, Juliana Mello, apresentaram o programa Faemg Mulher. A iniciativa tem foco no fortalecimento da representatividade feminina no agro e no sistema sindical mineiro.
De acordo com a Stéphanie Ferreira, a troca de experiências entre as comissões é fundamental para ampliar a presença feminina no setor. “Essa troca é essencial para darmos continuidade ao nosso trabalho e ampliar a visibilidade das mulheres no sistema sindical e no agro brasileiro”, afirmou.
Ao final do encontro, a comissão apresentou a Trilha de Liderança Feminina, programa de capacitação que será desenvolvido ao longo de 2026.
