Safra de soja do Paraná se aproxima do recorde e reforça otimismo no campo
Boletim do Deral aponta lavouras em boas condições, projeção de até 22 milhões de toneladas e cenário favorável para o agronegócio paranaense
Lavouras de soja no Paraná apresentam bom desenvolvimento e sustentam projeções positivas para a safra 2025/2026. Foto: Jonas Oliveira / Divulgação
A soja volta a ocupar posição de destaque no Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná. Os dados indicam que a safra 2025/2026 caminha para um resultado próximo ao recorde histórico, reforçando o otimismo no campo.
O boletim divulgado nesta quinta-feira, dia 15, também analisa o desempenho da fruticultura e apresenta um panorama do mercado de trabalho rural. O levantamento evidencia, ainda, a crescente absorção de mão de obra estrangeira pela suinocultura paranaense.
No caso da soja, as condições das lavouras sustentam uma perspectiva positiva para a atual safra. A reavaliação realizada pelo Deral aponta que 90% das áreas estão em boas condições. O índice supera o registrado na semana anterior e também o observado nas últimas oito safras.
Diante desse cenário, a produção estadual pode alcançar cerca de 22 milhões de toneladas. O volume se aproxima do recorde de 22,3 milhões de toneladas obtido na safra 2022/2023.
As primeiras colheitas, concentradas principalmente no Oeste do Paraná, já apresentam bons indicadores de produtividade. No entanto, essas áreas ainda representam uma parcela reduzida do total cultivado. Por isso, o Deral recomenda cautela, já que a maior parte das lavouras ainda atravessará fases críticas de desenvolvimento.
No mercado, a comercialização segue pressionada. A estabilidade das cotações internacionais, somada à valorização do real, mantém os preços da soja em patamares semelhantes aos observados no início de 2025.
Mercado de trabalho no agro
Em relação ao mercado de trabalho, o boletim traz dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais). Ao final de 2024, trabalhadores imigrantes ocupavam 15,6% dos empregos formais nos frigoríficos de abate de suínos no Brasil.
No Paraná, essa participação chegou a 8,4%, com predominância de haitianos, venezuelanos e paraguaios. Já na criação de suínos, a presença de estrangeiros é menor. Mesmo assim, o Estado lidera as contratações no país, especialmente de trabalhadores paraguaios.
Os dados reforçam a relevância econômica e social da suinocultura, sobretudo em um contexto de intensificação dos fluxos migratórios internacionais.
Fruticultura mantém desempenho positivo
A fruticultura brasileira também apresentou resultados expressivos em 2025. As exportações superaram 1,3 milhão de toneladas, com crescimento de quase 20% no volume embarcado em relação a 2024.
A receita alcançou US$ 1,56 bilhão, avanço de 12,8% na comparação anual. Mesmo com a queda de 5,7% no preço médio da tonelada, o setor superou a marca de US$ 1 bilhão em vendas externas e consolidou sua presença no mercado internacional.
