Paraná se destaca na geração de energia renovável no meio rural
Estado responde por 18,4% da potência instalada no campo em todo o Brasil.
Mais de 7 mil propriedades paranaenses já produzem sua própria energia.
O Paraná encerrou 2024 como líder nacional na geração de energia renovável no meio rural. Somente no último ano, mais de 7,1 mil propriedades rurais do estado instalaram usinas solares ou de biogás, abastecendo mais de 10,7 mil unidades consumidoras.
De acordo com a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), a potência instalada nas propriedades rurais chegou a 178,3 mil kilowatts (kW), o equivalente a 18,4% da capacidade total no país. Dos 399 municípios paranaenses, 383 contam com sistemas de geração de energia renovável.
Minas Gerais aparece na segunda posição, com 119,7 mil kW de capacidade instalada — mesmo sendo quase duas vezes maior que o Paraná em área e com o dobro de municípios.
Esse avanço reflete o trabalho institucional para levar informação técnica e incentivar o investimento no setor.
“Nós estimulamos os nossos agricultores e pecuaristas a aderir, pois as energias renováveis deixaram de ser o futuro para se tornarem o presente”, destaca Ágide Eduardo Meneguette, presidente interino do Sistema FAEP.
O programa Paraná Energia Rural Renovável (Renova-PR), lançado em 2021, tem papel importante nesse cenário. Desde então, já viabilizou o financiamento de mais de 9,2 mil projetos, que somam quase R$ 1,5 bilhão em investimentos. O programa reduz parte dos juros dos financiamentos e oferece incentivos tributários para quem adere.
Nos últimos anos, o aumento no custo da energia elétrica e a queda nos preços dos equipamentos de geração própria tornaram o investimento ainda mais atrativo. Segundo a consultoria Infolink Consulting, o preço dos conjuntos fotovoltaicos recuou 40% em 2023.
“O protagonismo do Paraná tem múltiplas justificativas. Está ligado à força das nossas atividades que consomem muita energia, como avicultura, piscicultura, leite e agroindústrias, além da elevação dos custos da energia, da redução dos preços dos equipamentos e das políticas públicas de incentivo. Também pesa a preocupação ambiental dos nossos produtores”, avalia Luiz Eliezer Ferreira, técnico do Departamento Técnico e Econômico (DTE) da FAEP.
