Milho inicia a semana em baixa em Chicago e clima eleva incertezas no Brasil
Queda do petróleo pressiona o mercado internacional, enquanto clima e colheita mantêm produtores em alerta no Brasil
Clima e ritmo da colheita influenciam as cotações do milho no mercado brasileiro. Foto: Canva
O mercado do milho iniciou a semana em queda na Bolsa de Chicago. Na manhã desta segunda-feira, os contratos futuros recuaram cerca de 2 cents, com o vencimento março cotado a US$ 4,26 por bushel. Na sexta-feira, o cereal também registrou novas perdas.
Além disso, na semana anterior, o mercado acumulou recuo de 0,5%. Ao longo de janeiro, os preços perderam força e encerraram o mês com desvalorização próxima de 3,5%. Esse movimento reflete, sobretudo, a cautela dos investidores.
Na B3, o milho manteve estabilidade com leve viés negativo. O contrato março fechou a R$ 69,15, praticamente estável em relação ao ajuste anterior. Já o vencimento maio encerrou o dia a R$ 68,85, com leve alta.
No cenário externo, o milho acompanha a forte queda do petróleo, além das perdas no ouro e na prata. Ao mesmo tempo, na Argentina, as chuvas do fim de semana trouxeram algum alívio às lavouras. Ainda assim, os volumes não supriram totalmente o déficit hídrico após um período prolongado de solo seco.
Segundo análise divulgada pela Granoeste, esse conjunto de fatores mantém os preços pressionados no curto prazo.
Clima e colheita seguem no foco do mercado brasileiro
No Brasil, o clima voltou ao centro das atenções. Com a previsão de um fevereiro mais seco, aumentou a preocupação com a qualidade das lavouras, tanto do milho verão tardio quanto da safrinha, que avança no plantio.
De acordo com a Safras Mercado, a colheita do milho verão atingiu 11,4% da área nacional. O índice ficou abaixo dos 16,2% registrados no mesmo período da safra passada e também da média histórica de 17,1%.
Enquanto isso, no Mato Grosso, o IMEA informou que o plantio do milho safrinha alcançou 15,5% da área até 30 de janeiro. O percentual superou os 6,2% observados no mesmo período do ano anterior e avançou em relação à semana anterior.
No mercado físico, a oferta restrita limitou as negociações. No oeste do Paraná, compradores indicaram valores entre R$ 60,00 e R$ 63,00, com pouca liquidez. Em Paranaguá, o milho safrinha foi negociado próximo de R$ 65,00, variando conforme prazo de pagamento, localização e características do lote.
Por fim, o câmbio operou praticamente estável. O dólar foi negociado em torno de R$ 5,24, em linha com o fechamento da sessão anterior.
