Restrição de oferta faz preços do feijão dispararem no fim de janeiro
Valorização atinge feijão carioca e preto, impulsionada pela lentidão da colheita e pela menor produção em relação a 2025
Oferta restrita e colheita lenta impulsionam a forte alta dos preços do feijão no encerramento de janeiro. Foto: Canva
As cotações do feijão avançaram de forma expressiva na última semana de janeiro em praticamente todas as regiões acompanhadas pelo Cepea. A valorização foi mais intensa para o feijão preto e para o feijão carioca de melhor qualidade, refletindo um cenário de oferta restrita no mercado interno.
De acordo com pesquisadores do Cepea, o movimento de alta foi impulsionado pela lentidão da colheita da primeira safra e pela expectativa de produção menor em relação a 2025, especialmente nos estados do Sul do País. No balanço mensal, a média do feijão carioca registrou a maior variação positiva dos últimos quatro meses. Já o feijão preto apresentou a oscilação mensal mais intensa desde o início da série Cepea/CNA, em setembro de 2024.
Os pesquisadores destacam que o cenário atual contrasta com janeiro do ano passado, quando os preços seguiram em retração na maior parte do mês. Em 2026, a combinação entre menor disponibilidade e demanda firme alterou de forma significativa a dinâmica do mercado.
No campo, a colheita nacional da primeira safra segue em ritmo lento, prejudicada por interferências climáticas em diversas regiões produtoras. Dados da Conab mostram que, até o dia 24 de janeiro, a colheita havia alcançado 28,3% da área, percentual inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, de 39%, e também abaixo da média dos últimos cinco anos, de 38,1%.
