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Cigarrinha do milho causa perdas de US$ 25,8 bi no país

Levantamento de CNA, Embrapa e Epagri indica queda média de 22,7% na produção nacional entre 2020/21 e 2023/24

Cigarrinha do milho causa perdas de US$ 25,8 bi no país

Ataques da cigarrinha do milho reduzem produtividade, elevam custos de controle e geram impacto bilionário ao setor. Foto: CNA / Divulgação

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Foto do autor Redação RuralNews
30/01/2026 |

Os ataques da cigarrinha do milho provocaram prejuízos estimados em US$ 25,8 bilhões entre as safras 2020/21 e 2023/24. No período, a produção nacional recuou, em média, 22,7%, o que equivale a 31,8 milhões de toneladas por ano. Assim, a praga passou a afetar diretamente a renda do produtor e o equilíbrio da oferta do cereal.

Os dados são de um estudo realizado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, Embrapa e Epagri. As conclusões foram publicadas na revista científica internacional Crop Protection. Além disso, o levantamento utilizou informações do Projeto Campo Futuro, do Sistema CNA Senar, com metodologias de estimativa de perdas desenvolvidas pela Embrapa e pela Epagri.

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O artigo foi assinado pelos assessores técnicos da CNA Tiago Pereira e Larissa Mouro, pelo pesquisador Charles Martins de Oliveira, da Embrapa Cerrados, e pela pesquisadora Maria Cristina Canale, da Epagri.

Praga avança nas principais regiões produtoras

O estudo reuniu dados de 34 municípios representativos das principais áreas produtoras do país. Nesses encontros, produtores e especialistas quantificaram, por consenso técnico, as perdas ligadas à cigarrinha do milho (Dalbulus maidis) e ao complexo de enfezamentos transmitido pelo inseto. Como resultado, 79,4% dos municípios relataram impacto relevante da praga na produtividade.

Além da redução no volume e na receita, os custos de controle aumentaram. Entre as safras analisadas, o gasto médio com aplicações de inseticidas subiu 19% e superou US$ 9 por hectare. Portanto, o produtor passou a enfrentar despesas maiores ao mesmo tempo em que colheu menos.

Doenças elevam risco e não têm tratamento curativo

O complexo de enfezamentos é causado principalmente por molicutes transmitidos pela cigarrinha e não possui tratamento curativo. Em cenários de alta incidência e uso de híbridos suscetíveis, as perdas podem chegar a 100% da produção. Por isso, pesquisadores alertam para o risco crescente ao sistema produtivo.

Tiago Pereira afirma que a cigarrinha deixou de ser um problema localizado e ganhou caráter sistêmico. Segundo ele, o estudo transforma uma preocupação recorrente do campo em números consolidados, com base científica. Larissa Mouro ressalta que o histórico do Campo Futuro permitiu gerar estimativas econômicas consistentes e de alcance nacional.

Charles Martins de Oliveira avalia que o complexo de enfezamentos já figura entre os principais fatores que limitam a produtividade do milho no Brasil. Maria Cristina Canale reforça que os dados servem de base técnica para políticas públicas, alocação de recursos e fortalecimento de programas contínuos de monitoramento e manejo.

O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de milho e um dos principais exportadores. Dessa forma, reduzir as perdas associadas à cigarrinha é essencial para manter a estabilidade produtiva, a renda no campo e o abastecimento interno e externo.

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Editor RuralNews
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TAGS: #Milho # Cigarrinha do milho
# Perdas # CNA # Embrapa # Epagri
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