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Colheita da soja chega a 82% e entra na reta final no Paraná

Foto do autor Jair Reinaldo
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Colheita da soja chega a 82% e entra na reta final no Paraná
Colheita da soja entra na fase final no Paraná, enquanto milho de verão se destaca pela produtividade e culturas de inverno começam a ganhar espaço. Foto: IDR-Paraná

Com produção estimada em 21,88 mi de ton, colheita da soja avança no Estado enquanto milho primeira safra surpreende e cevada deve ganhar espaço no inverno

A colheita da soja da safra de verão 2025/26 entra na reta final no Paraná, com 82% da área já colhida, segundo a Previsão Subjetiva de Safra (PSS) divulgada nesta quinta-feira (26) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento. O avanço dos trabalhos no campo consolida o bom andamento da principal cultura de verão do Estado, que ocupa 5,77 milhões de hectares e tem produção estimada em 21,88 milhões de toneladas.

O ritmo da colheita reforça o peso da soja no agronegócio paranaense e marca também a transição para um novo momento no calendário agrícola, com o produtor voltando as atenções para a safrinha e para o planejamento das culturas de inverno. Com grande parte da área já retirada, o cenário começa a desenhar as próximas decisões dentro das propriedades, especialmente diante das mudanças previstas na ocupação do solo nos próximos meses.

Além da soja, o milho primeira safra também chama atenção nesta temporada. De acordo com o analista do Deral, Edmar Gervasio, o Estado registra um cenário atípico, com aumento simultâneo de área e produtividade. Segundo ele, é a primeira vez em muitos anos que o Paraná amplia de forma significativa a área destinada ao milho de verão, com crescimento de 25% em relação à safra anterior, ao mesmo tempo em que mantém desempenho produtivo acima do esperado.

Se o comportamento da lavoura seguir nesse ritmo até o fim do ciclo, a projeção é de que o Paraná colha 3,8 milhões de toneladas de milho na primeira safra. Isso representaria produtividade média superior a 11 mil quilos por hectare, o que, se confirmado, poderá estabelecer um novo recorde histórico no Estado, superando a marca anterior de 10,8 mil quilos por hectare.

Culturas de inverno começam a redesenhar o mapa agrícola no Paraná

Com a aproximação da janela de plantio das culturas de inverno, o cenário também aponta para mudanças estratégicas nas lavouras paranaenses. A cevada aparece como uma das grandes apostas para a próxima temporada, impulsionada pela demanda aquecida da indústria de malte e pela boa absorção da safra anterior.

Segundo o Deral, a área de cevada deve crescer 14% em 2026, alcançando 118 mil hectares. Caso a produtividade se mantenha dentro do esperado, o Paraná poderá ultrapassar a marca de meio milhão de toneladas do cereal, reforçando a importância da cultura no inverno e ampliando seu espaço dentro da diversificação agrícola do Estado.

Em sentido oposto, o trigo deve registrar retração de 6% na área cultivada, cedendo espaço principalmente para o milho segunda safra. O movimento mostra que o produtor segue ajustando o uso da terra de acordo com rentabilidade, demanda industrial e perspectivas de mercado, buscando maior eficiência econômica nas decisões de plantio.

Outras culturas de inverno também devem avançar. As aveias preta e branca apresentam expectativa de crescimento de área, com altas de 7% e 3%, respectivamente. Já o feijão, conforme já era esperado pelo mercado, deve registrar redução na área plantada, reflexo de preços menos atrativos neste momento.

No caso da batata, a primeira safra no Paraná está praticamente encerrada, com a produção já colhida e comercializada. Segundo o levantamento, houve valorização recente nos preços, influenciada pela qualidade do produto ofertado. A segunda safra, por sua vez, segue com avanço no plantio e já entra nas primeiras áreas em colheita.

Com a soja caminhando para o encerramento da safra de verão, o Paraná começa a desenhar um novo ciclo no campo, marcado por bons indicadores no milho de verão, reorganização das áreas de inverno e maior espaço para culturas como a cevada. O cenário reforça a dinâmica do produtor paranaense, que ajusta suas decisões conforme produtividade, mercado e oportunidades de rentabilidade ao longo da temporada.

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