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Trigo do Mercosul segue no radar dos moinhos gaúchos

Foto do autor Jair Reinaldo
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Trigo do Mercosul segue no radar dos moinhos gaúchos
Oferta de trigo do Mercosul segue influenciando decisões de compra dos moinhos no Sul do Brasil.

Mesmo com mercado mais lento, ainda há lotes uruguaios disponíveis para mistura no Rio Grande do Sul, enquanto os preços argentinos FOB e sobre rodas seguem como referência para a região

O mercado de trigo do Mercosul segue no radar dos moinhos brasileiros, especialmente no Sul do país, onde ainda há alguma disponibilidade de trigo uruguaio para mistura e os preços argentinos continuam servindo de referência para a formação de mercado. As informações são da TF Agroeconômica.

Trigo uruguaio ainda aparece para moinhos gaúchos

De acordo com a TF Agroeconômica, ainda há alguma disponibilidade de trigo uruguaio para os moinhos do Rio Grande do Sul, embora o mercado esteja praticamente parado no momento. Um operador relatou que ainda tenta fazer negócios por via rodoviária para o estado gaúcho, com alguns lotes considerados aceitáveis para mistura.

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Os vendedores pedem algo em torno de US$ 205 por tonelada FOB, o que levaria o custo para cerca de US$ 265 a US$ 270 por tonelada posto nos moinhos gaúchos. Esse movimento mantém o trigo uruguaio como alternativa pontual em um momento de menor oferta de qualidade no mercado doméstico.

Argentina segue como referência de preços no Mercosul

Além do trigo uruguaio, a Argentina continua sendo um dos principais balizadores do mercado regional. No comparativo de origens apresentado no boletim, os preços FOB argentinos para embarques de abril aparecem em US$ 225/t para trigo 10,5% e US$ 235/t para trigo 11,5% no recorte dos moinhos catarinenses.

Já no mercado de lotes, os preços sobre rodas nos portos do UpRiver também seguem acompanhados de perto pelos agentes brasileiros, especialmente em um momento em que a disponibilidade e a qualidade do cereal são fatores centrais para a tomada de decisão. A influência argentina se amplia porque a própria percepção de mercado no Sul do Brasil é de que a escassez de trigo de melhor qualidade, somada aos problemas na safra argentina, tende a sustentar preços mais firmes para os lotes superiores ainda disponíveis.

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