Ceplac celebra 69 anos de apoio ao cacau
A Comissão consolidou-se como instituição pública de ciência, tecnologia e inovação, com atuação em regiões estratégicas da cacauicultura brasileira
Ceplac atua há 69 anos no fortalecimento da cacauicultura brasileira com pesquisa e inovação. Foto: Ministério da Agricultura e Pecuária / Divulgação
A Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) foi criada em 20 de fevereiro de 1957, por meio da Lei nº 3.995, no âmbito do Ministério da Agricultura e Pecuária. O objetivo inicial era recuperar e expandir a lavoura cacaueira no país.
Ao longo de 69 anos, a instituição contribuiu de forma decisiva para o fortalecimento da cadeia produtiva do cacau. Entre as décadas de 1960 e 1980, por exemplo, a produção nacional cresceu mais de 300%.
Segundo o diretor da Ceplac, Thiago Guedes, a trajetória da Comissão reflete o compromisso com a ciência, o produtor rural e o desenvolvimento do campo. Ele destaca que a instituição ajudou a consolidar o Brasil como referência internacional em tecnologia aplicada à cacauicultura, principalmente em melhoramento genético, sanidade vegetal e sistemas produtivos sustentáveis.
Atualmente, a Ceplac atua como instituição pública de ciência, tecnologia e inovação. Está presente na Bahia, Pará, Espírito Santo, Rondônia, Mato Grosso e Amazonas, regiões estratégicas para a produção de cacau.
Além disso, a Comissão mantém um dos principais bancos de germoplasma de cacau do país. Esse acervo é fundamental para a conservação genética e o desenvolvimento de cultivares mais produtivas e resistentes a pragas. A instituição também produz e distribui sementes de alta qualidade, o que fortalece a renovação das lavouras.
A Ceplac ainda investe na capacitação de produtores, técnicos e extensionistas. Por meio da assistência técnica e da extensão rural, contribui diretamente para o desenvolvimento regional.
Entre os programas em andamento, destacam-se o Cacau Brasil Agrofloresta, lançado durante a COP30, e o Procacau. O primeiro incentiva o plantio de cacaueiros em sistemas agroflorestais no Pará e na Bahia, com foco na produção sustentável. Já o Programa de Recuperação da Lavoura Cacaueira reúne ações de pesquisa, melhoramento genético e renovação de áreas, com o objetivo de elevar a produtividade e ampliar a resistência a pragas.
