SP cria plano para erradicar caruru-gigante
Praga identificada em fevereiro passa a ter ações coordenadas de prevenção, controle e eliminação no Estado
Equipes da Defesa Agropecuária realizam coleta de planta daninha na região de São José do Rio Preto. Foto: Felipe Nunes/Defesa
O Governo de São Paulo instituiu o Plano Estadual de Prevenção, Controle e Erradicação do caruru-gigante (Amaranthus palmeri). A medida foi publicada na Resolução nº 7/2026, no Diário Oficial.
O plano define diretrizes técnicas para prevenir, conter e eliminar a praga em território paulista. Com isso, o Estado busca proteger as cadeias produtivas e preservar a competitividade do agro.
A Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo coordena as ações por meio da Defesa Agropecuária. Além disso, conta com apoio da pesquisa, da extensão rural, do setor produtivo e das prefeituras.
O governo adotou a medida após confirmar um foco da planta no dia 3 de fevereiro, em uma propriedade rural de Mirassol, na região de São José do Rio Preto. Desde então, equipes técnicas interditaram a área, eliminaram o foco inicial e ampliaram o monitoramento.
O plano estabelece vigilância fitossanitária contínua, fiscalização e rastreabilidade. Também prevê manejo integrado, interdição de áreas infestadas e controle do trânsito de máquinas agrícolas. Dessa forma, o Estado reforça a resposta rápida e padroniza os procedimentos.
Segundo o secretário de Agricultura, Geraldo Melo Filho, a formalização consolida a atuação coordenada contra uma praga de alto impacto econômico. Ele destacou que o enfrentamento exige mobilização permanente para evitar a disseminação.
O caruru-gigante ameaça culturas como soja, milho e algodão. Juntas, elas somam cerca de R$ 13 bilhões do Valor da Produção Agropecuária paulista. Por isso, o governo considera essencial agir de forma imediata.
De acordo com o diretor do Departamento de Defesa Sanitária Vegetal, Alexandre Paloschi, as ações incluem vigilância ativa e passiva, controle de máquinas, manejo químico, mecânico e cultural, além da eliminação imediata de focos.
Entre os próximos passos estão a ampliação do monitoramento regional, a capacitação de equipes técnicas e o reforço da comunicação com produtores e municípios.
O Amaranthus palmeri é uma planta daninha exótica de crescimento rápido e alta agressividade. Além de apresentar resistência a herbicidas, pode produzir até 500 mil sementes por planta, o que aumenta seu potencial de disseminação.
Em caso de suspeita, produtores e técnicos devem procurar a unidade da Defesa Agropecuária mais próxima.
