SIF reforça segurança alimentar e impulsiona agro no exterior
Sistema fiscaliza produtos de origem animal comestíveis e não comestíveis e sustenta a credibilidade sanitária do Brasil
Selo do SIF identifica produtos de origem animal fiscalizados e com garantia de segurança sanitária. Foto: Ministério da Agricultura e Pecuária / Divulgação
Criado em 27 de janeiro de 1915, o Serviço de Inspeção Federal (SIF) atua para garantir a segurança dos alimentos, o controle sanitário e a padronização da qualidade dos produtos de origem animal no Brasil. Desde então, o sistema se consolidou como um dos principais instrumentos da defesa agropecuária nacional.
Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, o SIF construiu credibilidade ao longo de mais de um século. Além disso, assegurou a segurança dos alimentos e fortaleceu a confiança do mercado interno e internacional nos produtos brasileiros.
Inicialmente chamado de Serviço de Inspeção Veterinária das Fábricas de Produtos Animais, o SIF fiscaliza toda a cadeia produtiva. Dessa forma, acompanha desde o abate até os produtos que chegam aos consumidores, como carnes, ovos, leite e derivados. O controle ocorre por meio do selo presente nas embalagens. Ao mesmo tempo, o serviço também supervisiona itens como farinhas, gorduras industriais e colágeno.
O sistema é coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, por meio do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal, da Secretaria de Defesa Agropecuária. Atualmente, mais de cinco mil estabelecimentos possuem registro no país. Somente em 2025, 169 novos estabelecimentos foram incluídos, ampliando a oferta de produtos seguros para os mercados interno e externo.
Evolução das normas e da estrutura de fiscalização
Ao longo da história, o arcabouço regulatório também avançou. Em 1952, o país instituiu o Riispoa, que normatiza a inspeção industrial e sanitária desses produtos. Posteriormente, entre as décadas de 1970 e 1990, a fiscalização passou a abranger industrialização, armazenamento e rotulagem. Já em 2003, o governo implantou o SIGSIF, sistema que modernizou a gestão e automatizou processos.
Além das normas, a capacitação técnica ganhou espaço. O Dipoa investe de forma contínua na qualificação dos servidores, com cursos e materiais técnicos. Assim, promove a padronização de procedimentos e o alinhamento às exigências nacionais e internacionais. Em 2025, esse esforço atingiu um marco: foram 51 cursos e mais de 3,3 mil participantes, o maior número já registrado.
Por fim, o SIF também exerce papel estratégico na abertura de mercados. A atuação do sistema contribuiu para mais de 527 novas aberturas comerciais, resultado de uma defesa agropecuária baseada em fiscalização rigorosa e segurança sanitária. Dessa maneira, o serviço fortalece a presença da agropecuária brasileira no exterior e sustenta a reputação do país como fornecedor confiável de alimentos.
